segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pois não há lugar melhor que BH


Em homenagem à minha terrinha, que completa hoje 114 anos, transcrevo relatos do Espírito João Lúcio que, semelhante ao que fez André Luiz em relação a “Nosso Lar”, descreve a colônia espiritual Novos Horizontes, que deu origem à capital dos mineiros.

"A impressão que guardei foi a de que o esplendor de uma cidade nobre e iluminada tinha seus alicerces nas Serras do Cural Del Rey. Um sentimento de respeito e reverência se me assomou do coração, e, ao identificar muralhas altíssimas que pareciam sumir no espaço vibratório entre a Crosta e aqueles Domínios Espirituais, ocorreu-me o pensamento de que elas se assemelhavam, de algum modo, aos muros que defendiam cidades do passado, como a poderosa Roma dos Césares.

Adentrando, deparei-me com um espetáculo arquitetônico de rara beleza. Edifícios preciosos guardando linhas impecáveis misturavam o gosto helênico às manifestações renascentistas e românticas da França.

Quebrando o assombro agradável que me induzia a gaves reflexões, André Luiz considerou:

- Esta cidade, meu amigo, representa, no Mundo Espiritual, a execução do projeto das grandes almas que inspiraram a organização da capital de Minas! (...) Se Nosso Lar foi iniciativa de portugueses distintos, atentos aos imperativos de educação e progresso que beneficiassem o conjunto de almas vinculadas o Brasil colônia, há muitos anos, Novos Horizontes surgiu pela cooperação daquela e de outras cidades espirituais já existentes na Terra de Santa Cruz, mas com efetiva liderança de notáveis lidadores da política e da arte, da cultura e da fé, que nos antigos ambientes de exploração mineral das Alterosas, já haviam lutado e sofrido, abrindo perspectivas ao progresso geral e redimindo-se de antigos estigmas do pretérito culposo.

Seguimos por entre alguns edifícios majestosos – todos delicadamente trabalhados por hábeis artistas de gosto espetacular. Pessoas simpáticas nos cumprimentavam ao cruzarem conosco na via pública.

Por que “Novos Horizontes”? – indaguei de André Luiz.

- A denominação desta cidade, meu amigo, é o indicativo de seus nobres anseios. Os Espíritos que idealizaram os rumos históricos de Minas Gerais já per lustraram experiências marcantes no pretérito remoto e próximo, como por exemplo as lutas do Império Romano, nas regiões da Gália Cisalpina e da França, em suas fases renascentista e napoleônica. Aproveitando seus dotes e experiências, planejaram e executaram, com permissão do Alto, esta cidade que lhes expressa os novos ideais Cristãos, arduamente amadurecidos pelas batalhas pregressas em outros climas. (...) Esta cidade espiritual é, pois, o fruto dos melhores sentimentos e anseios de valorosos lidadores de outros tempos, cujo legado diz de seu gosto apurado e sublimada visa, na bendita faina de amparar e fazer progredir os seus semelhantes.

Meu olhar se estendia pela amplitude daquele acervo de cultura e espiritualidade. Vários prédios artisticamente dispostos se misturavam a belíssimas árvores, formando um conjunto de beleza clássica inigualável. Colunas diversas definiam caminhos de acesso a construções mais simples no porte, mas elegantes e graciosas no estilo. Do centro, em que se erigiam os edifícios mais primorosos, como divina praça de grandes proporções, partiam esses caminhos enfeitados de monumentos e de árvores de flores diferentes, parecendo desaguar em vilas imensas, de aspecto circular.

- E quais são as características dos que são acolhidos por aqui? Perguntei ao nobre amigo.

- As mesmas dos que aportam em Nosso Lar, já que o sistema que rege as duas colônias é quase idêntico na essência, por guardarem os mesmos propósitos.”

O autor espiritual segue narrando experiências em postos de socorro ao redor da colônia espiritual belorizontina e curiosidades, como o aerobus à moda mineira. Vale a pena a leitura completa do livro, principalmente pelos ajustes de consciência que ele propõe.

Serviço: Livro “ Em Novos Horizontes”. Pelo espírito João Lúcio, psicografia do médium Wagner Gomes da Paixão. Publicação da União Espírita Mineira.

E parabéns à "mocinha" BH! Minha cidade pode até não ter praia, ser a capital mais provinciana e estar com o trânsito cada vez mais difícil, mas adoro sua energia, as Serras que a protegem, as cachoeiras do entorno e os amigos que tenho aqui! Obrigada por ter me acolhido Belzonte!

Afinal, não há lugar melhor que BH...


terça-feira, 19 de julho de 2011

Discurso de formatura da turma de jornalismo 1º/2011 - Puc Minas


Boa noite. É com grande satisfação que me apresento como oradora da turma de formandos em jornalismo 2011.1 da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, nesta data tão sugestiva: 14 de julho, marco da Tomada da Bastilha, na Revolução Francesa, e dia Mundial da Liberdade de Pensamento.

Obrigada pela presença de todos, professores, funcionários, pais e amigos, enfim, pessoas especiais, escolhidas para compartilhar conosco este momento tão significativo em nossas vidas.

Grande responsabilidade falar em nome dos colegas e traduzir em poucos minutos o sentimento de uma turma, mas quem mandou faltar no dia da eleição para definir o orador? (risos)

Como nesses quatro anos o que mais fizemos foi aprender a contar histórias, permitam-me relatar um pouco da nossa.

Quando estes jovens se encontraram há 4 anos, tinham um sonho em comum: Cada um, à sua maneira, queria fazer diferença na sociedade. Por isso escolhemos ser jornalistas. E, ao contrário do que muitos podem pensar, a profissão é bem diferente do glamour que ainda permeia o imaginário coletivo. A realidade não é fácil. Para se ter uma idéia, de acordo com a pesquisa de uma página de empregos norte-americana, as carreiras de repórter e de fotojornalista figuram entre as 5 profissões mais estressantes do mercado. Eh minha gente... Desde o primeiro período os professores nos alertaram que não seria uma profissão fácil.

Ser jornalista é correr contra o relógio, é estar antenado a tudo, o tempo todo, é trabalhar bastante, geralmente com um retorno financeiro aquém do merecido. Ser jornalista é não poder confirmar presença em muitos programas de fim de semana ou marcar viagens com antecedência, pois nunca se sabe se estará de plantão. É administrar dois empregos ou vários freelas. É se esquecer de como era boa a dobradinha no feriado de Natal e Ano Novo.

Mas o que podemos fazer? Jornalismo é uma profissão que se escolhe por idealismo. Somos jornalistas porque gostamos de histórias, de gente, de contar histórias dessa gente, e, principalmente, porque desejamos, por meio dos nossos relatos, servir ao bem comum. E então concluímos que se o retorno financeiro às vezes deixa a desejar, a sensação do dever cumprido é nossa maior motivação e a melhor recompensa. É por isso que permanecemos no curso e hoje estamos aqui, dispostos a dar o melhor de nós no manejo responsável de uma das armas mais poderosas do mundo hoje: a informação.

E estamos preparados. Não prontos, porque o conhecimento não cessa, mas com certeza mais seguros, críticos, menos ingênuos e bem mais conscientes do nosso papel e de como nosso trabalho pode impactar a vida das pessoas. Nesse sentido, acreditamos que mais importante do que o certificado (que, dizem as más línguas, pode ter perdido um pouco do prestígio após a decisão do Supremo de extinguir a exigência do nosso diploma) é a bagagem que recebemos na universidade. Duas Propostas de Emenda à Constituição tramitam atualmente no Congresso e no Senado com objetivo de tornar novamente obrigatório o diploma para o exercício do jornalismo, mas, independentemente do resultado, sabemos que o nosso diferencial é o conhecimento adquirido.

Conhecimento que recebemos ao longo desses oito semestres nas aulas de cunho humano, como filosofia, teorias sociais e ética, nos ensinando a valorizar o que o outro tem de diferente e a respeitar sua subjetividade; até as aulas mais técnicas, como apuração e redação, onde aprendemos que a “arte” de contar histórias sendo fiel aos fatos nunca será uma tarefa fácil. Ou Oficina de Leitura e Escrita, na qual descobrimos que, se bem dosados, jornalismo e literatura fazem uma combinação deliciosa. Passando também pela política, economia, cultura nos diferentes suportes da web, radio e telejornalismo.

Mas além das matérias, ficam os momentos, as experiências. Desde o primeiro dia, como calouros, o primeiro churrasco, a primeira ida ao bar do Geraldinho, a primeira matéria publicada no jornal Marco, o primeiro estágio... Logo cedo percebemos que a principal característica da nossa turma seria a heterogeneidade. Daqui sairão expoentes do jornalismo gonzo, críticos de moda, apaixonados por rádio, assessores de comunicação, pesquisadores, especialistas em futebol, em cinema, em música e até em pôquer. Uma poliglota que viaja o mundo como intérprete? A turma de jornalismo do 1º semestre de 2011 tem. Uma atriz? Também. Até dançarino nós tivemos, com direito a participação na “Dança dos Famosos”, como professor da atriz Katiuscia Canoro.

Mas como em toda diversidade também se revelam afinidades, surgiram os inevitáveis grupos. Alguns até com nome, como é o das “Peores”, “Redação da Contigo”, e o “Grupo dos irregulares”.

Hoje olhamos para trás e nos lembramos de tudo com um carinho nostálgico. Quanto cada um de nós mudou durante esse tempo... Naquele primeiro período, era difícil saber quem levava jeito para o jornalismo, quem ia dar certo. Alguns ficaram pelo caminho, outros chegaram. E muitos surpreenderam. Crescemos, caímos, levantamos, aprendemos. Por isso podemos dizer, com convicção, que independentemente da estrada que cada um de nós percorrer daqui em diante, temos tudo para realizar aquele sonho lá do início do discurso, ou da faculdade, que é deixar a nossa “marquinha” no mundo. E se o homem é lembrado por aquilo que faz, o jornalista ainda mais, pois deixa tudo registrado.

A nós, meus amigos, eu desejo garra, um boa dose de sorte e muito sucesso nesta nova etapa. Compartilho do pensamento de Goethe quando ele afirma que “quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor.” Um trabalho de muita responsabilidade nos aguarda, mas acredito que vamos corresponder à altura. Temos tudo para dar certo e, graças a Deus, uma grande torcida por nós.

Despeço-me com um poema que ouvimos bastante nas aulas de Circuitos Artísticos e Culturais, com o professor Ronaldo Boschi, lá no 1º período. Ele foi útil no início do curso e, tenho certeza, o será também agora.

"Elogio do Aprendizado”, de Bertold Brecht

Aprenda o mais simples!
Para aqueles cuja hora chegou,
Nunca é tarde demais!
Aprenda o ABC; não basta, mas aprenda!
Não desanime! Comece! É preciso saber tudo!
Você tem que assumir o comando!
Aprenda, homem no asilo!
Aprenda, homem na prisão!
Aprenda, mulher na cozinha!
Aprenda, ancião!
Você tem que assumir o comando!
Freqüente a escola, você que não tem casa!
Adquira conhecimento, você que sente frio!
Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.
Você tem que assumir o comando.
Não se envergonhe de perguntar, camarada!
Não se deixe convencer!
Veja com seus próprios olhos!
O que não sabe por conta própria, não sabe.
Verifique a conta. É você que vai pagar.
Ponha o dedo sobre cada item
Pergunte: o que é isso?
Você tem que assumir o comando.

Muito obrigada e boa noite a todos.


Sabrina Damasceno Martins

Belo Horizonte, 14 de julho de 2011.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Atenção redobrada no crepúsculo


"Certa vez um homem encaminhou-se para o quintal de sua casa durante o crepúsculo. De repente, num canto escuro, viu uma serpente enrolada. Assustado, gritou: 'Uma cobra! Uma cobra!' Sua voz chegou até várias pessoas que vieram correndo com pedaços de pau. Avançaram lentamente em direção ao canto escuro e um deles, mais afoito, armado de um galho comprido e afilado, deu uma estocada na serpente. Nada aconteceu.
Nisto chegou um velho com uma lanterna. Levou a lanterna próxima ao canto onde estava a serpente. A luz nada revelou a não ser uma corda enrolada. O velho deu uma risada: 'Olhem só vocês, gente cega tateando no escuro. Não há nada ali a não ser uma corda e vocês a tomaram por uma serpente.'

Para compreender a corda como uma corda, foi necessária a luz. Nós, também, necessitamos de uma luz - a luz da sabedoria (jnana). Com tal luz, o mundo não será mais um mundo e todas as qualidades que chamamos o não-Eu surgirão em sua verdadeira natureza.
Podemos usar essa analogia para também comprender outra questão. O crepúsculo é a hora mais perigosa. Por quê? Porque na escuridão total nem a corda nem a serpente poderiam ser vistas. À luz clara do dia a corda seria obviamente uma corda. Somente na semi-escuridão poderia o homem tomar por engano uma corda como sendo uma serpente. Se for um ignorante completo, tateando na escuridão, você nem mesmo verá a 'corda'- as penas deste mundo - e desejará compreender a verdade. Assim, Yoga nem se destina à pessoa que já obteve a luz nem à pessoa totalmente ignorante que não se incomoda em saber coisa alguma. Destina-se àquela que está entre ambas. É para dissipar esta ignorância que o Yoga é praticado."

Texto extraído de "Os sutras do Yoga de Patanjali", com tradução e comentários de Sri Swami Satchidananda.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O diário de uma perda




Nessa quinta-feira fui ao enterro do esposo de uma amiga muito querida. Nos meus 24 anos, é o segundo que presencio. O primeiro foi há alguns meses, em um contexo um pouco diferente, pois se tratava de alguém mais próximo, com quem compartilhei bons momentos, segredos e alguns sonhos e planos. Mas, apesar de diferente, a ocasião me fez reviver algumas sensações e refletir sobre alguns pontos:

* PRIMEIRO: Nunca achamos que vai acontecer conosco.
Mas... acontece! E é só a partir daí é que a gente realmente passa a se sensibilizar com a dor do outro.

* SEGUNDO: Mesmo que não tenhamos passado por uma experiência parecida, é preciso se colocar no lugar do outro.
Como jornalista, nunca gostei da busca por sinistros. Também não concordo com sensacionalismos baixos, exploração da dor, do horror, qualquer tipo de desrespeito à pessoa, e sempre achei estranho tratarem mortos como números frios ou insistirem em entrevistar famílias ou pessoas que que perderam entes. Mas essa minha aversão à espetacularização da notícia ficou ainda mais intensa depois que me vi na situação. Minha primeira perda foi noticiada em todos os jornais, pois se tratava da queda de um avião de pequeno porte. Eu simplesmente não tive coragem de ver os noticiários por 1 mês, temendo o que encontraria. E precisei fugir de conhecidos que insistiam em me contar detalhes que souberam, lendo, assistindo ou ouvindo. Já estava doendo demais... eu não precisava de mais isso.

* TERCEIRO: Muitas pessoas não sabem como agir, ou o que dizer a quem perdeu alguém.
Na dúvida, melhor não dizer nada. Eu acho ultrapassado e frio dar "Meus pêsames", "Meu pesar", "Meus sentimentos." Tá sentindo? Abraça e sente junto! Nenhum consolo vai tirar a dor (porque, pqp, dói demais!) e, dependendo do que disser, da ocasião e da forma, vai soar como moralismo desnecessário. Pode ser imperfeição minha, mas por algumas vezes pensei: "Como essa pessoa me diz isso se não sabe o que estou sentindo? Me deixa pelo menos chorar em paz, caramba!" E, se não sentir à vontade para se aproximar, penso ser mais bonito ficar de longe mesmo, em prece, pendindo pelos que foram e pelos que ficaram. O importante é não fazer nada forçado. Se não vem de dentro, só vai trazer desconforto a você e aos que o cercam.

* QUARTO: Bom senso!
Por incrível que pareça, o desconfiômetro está em falta no mercado. Está certo que ninguém precisa se debater em prantos e se desesesperoar para se solidarizar com quem está sofrendo, mas, em um momento como esse, ficar rindo? Falando alto? Comentando a roupa que vestiu ou vai vestir na festa X? Sou jovem, mente aberta, mas, cá entre nós, quase me senti ofendida quando passei por isso.

* QUINTO: Por que sentimos tanta vontade de tomar banho e trocar logo de roupa quando voltamos de um velório ou enterro?
Fiquei pensando nisso hoje, pois nem na minha cachorrinha eu queria tocar. Não tenho certeza, mas, matutando, cheguei à conclusão de que nos sentimos sujos porque as energias de tristeza ficam impregnadas em nós. A reação inconsciente, então, é nos livrarmos delas logo. Engraçado que não lembro de ter essa sensação quando o enterro foi da pessoa com quem eu estava emocionalmente muito envolvida. Talvez porque aquela vibração triste continuaria comigo, independente de quantos banhos eu tomasse, talvez porque fosse uma maneira de mantê-la de alguma forma perto de mim, não sei...

* SEXTO: Os amigos... ah... esses seguram a onda mais violenta.
Nas horas difíceis é que percebemos quanta diferença faz cultivarmos amizades sinceras. Aos que ficam, é consolador sentir que quem foi era muito querido. E, nesse momento de dor, só um abraço sincero, carinhoso e sentido para nos dar o colo que precisamos. Alguém que não vá nos dizer para não sofrer, mas que dirá que estamos juntos no amor que sentimos, na dor pela separação que vivenciamos, e que, também juntos, vamos sair dessa.

* SÉTIMO: A música faz milagres.
Sou suspeita para falar de música, mas posso afirmar que quando nenhuma palavra é capaz de chegar ao nosso coração, ela vem sutilmente e nos toca. Tem o poder de nos agitar ou anestesiar nossas fibras mais sensíveis. E, quando elevada, transporta-nos a dimensões onde o sofrimento não nos atinge. Por isso, em momentos difíceis, é sempre bem-vinda.

* OITAVO: Crença na vida eterna
Crer que a morte não é o fim de tudo é um grande consolo. Saber que ligações baseadas em amor sincero permanecem independente dos laços físicos nos dá força para seguirmos em frente e desperta em nós a doce esperança do reencontro. Não sei o que seria de mim, nem da minha amiga que perdeu o esposo, se não acreditassemos que há um algo mais além desta vida tão efêmera. Aliás, é mais do que crença, eu sinto que há uma Consciência Maior gerindo todos nós, em uma teia de acontecimentos que nada têm de ocasionais. Tudo tem um porquê, com experiências matematicamente planejadas de forma a impulsionar nosso crescimento. Ou seja, nada é por acaso e o fim não é o fim.

* NONO: É preciso amar, amar e fazer o bem, enquanto há tempo.
O bem que fizemos é o único tesouro que levamos conosco para a "nova vida" e maior conforto e exemplo que podemos deixar aos que nos amam. Nada paga o bom orgulho em poder dizer: "Vou sentir muita saudade, sim, mas porque essa pessoa me fez feliz. E vou tratar de cumprir minha missão também, para merecer um dia o reencontro, pois sinto que ela cumpriu a sua com dignidade". Certa vez recebi uma canção que dizia assim "Quanto tempo você tem? Quanto tempo você tem? Será que você sabe quanto dura a vida? Isso não dá pra dizer, ninguém saberá. Quanto tempo você tem? Tem que aproveitar o dom, pra fazer o bem! Quanto tempo você tem?" Disse tudo, neh?

* DÉCIMO: Prece
Faça uma prece de coração para ver se a dor não alivia?! Quando parece que está tudo perdido, nada tem solução ou que não vamos dar conta, eis que esse pequeno ato é capaz de modificar nossas vidas e fazer de um ser frágil a fortaleza em pessoa. Como dizia Alziro Zarur, "Nenhum sofrimento é vão, nenhuma lágrima se perde. A vida humana é apenas uma preparação para a verdadeira Vida. Não há um pranto sequer que Deus não veja. E quem não chora a sua lágrima secreta? O Pai Celestial guarda-as para toda a Eeternidade". Em momentos difíceis, a receita então é juntar amigos sinceros, música elevada e uma prece sentida.


Chegamos ao final de mais um texto de mim, por mim, para quem tiver disposição para ler. Um tema um pouco pesado, bem o sei, mas, o que não é pesado nesta vida? Eu precisava. Reflexões de minh'alma que podem não passar de balelas, cabe a você o julgamento. Independente do resultado, obrigada pela paciência.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Semana Santa - Jesus vive!!!

Certa feita, em uma enquete com jornalistas dos principais órgãos de imprensa norte-americanos no início da década de 1990, foi apresentada a seguinte pergunta: "Qual a manchete que mais lhes agradaria publicar?".

A esmagadora maioria escolheu a seguinte notícia:
- "Jesus voltou!"

Notadamente, a posição daqueles profissionais reflete toda a expectativa de uma civilização. O retorno de Jesus à Terra, fato prometido por Ele mesmo em Seu Evangelho, será tão impactante e renovador quanto a Sua Primeira Vinda.

(Trecho extraído do editorial da Revista Jesus Está Chegando, edição 109, p.22.)

Ao ler esse editorial me perguntei: o que faríamos se a manchete nos jornais de amanhã realmente fosse "Jesus voltou!"? O que aconteceria no mundo? E conosco? O que sentiríamos? Vergonha? Esperança?

Penso que, melhor do que nos fixarmos hoje a uma triste crucificação ocorrida há mais de 2 milênios, que serviu senão para elevar Jesus a um patamar ainda mais alto diante dos homens e dos Anjos, seria nos esforçarmos para reviver a cada dia os ensinamentos deixados por Aquele que, como gosta de destacar o jornalista José de Paiva Netto, foi o maior filósofo, político, pedagogo, economista, comunicador e religioso de todos os tempos.

Jesus voltou uma vez, por que não pode voltar de novo?! E, se isso acontecer hoje, amanhã ou daqui anos, como ele vai nos encontrar?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mudando o foco








Por Sabrina Damasceno



Quando penso que já sei tudo
Me dou conta de que não sei nada
Se eu acho que entendo muito
A prova mostra que muito falta

Uma coisa estou aprendendo...
É preciso mudar o foco

Se o mundo parece frio e cruel
Olho no entorno e vejo mais belezas do que fel
Se os desafios me tiram do sério
A inspiração sutil diz que está tudo certo

Uma coisa estou aprendendo...
É preciso mudar o foco

Ao lamentar a boneca que não tem nariz
Por não ser perfeita em meus padrões de criança
A vida ensina a lição que me condiz
E perco o brinquedo que alegrava minha infância

Uma coisa estou aprendendo...
É preciso mudar o foco

Quem sou eu para julgar o coração do outro
Se nem o meu eu decifrei?
Quem sou eu para desrespeitar o momento alheio
Se fui eu quem descobriu lá atrás que nada sei?

Uma coisa estou aprendendo...
É preciso mudar o foco

E ao mudar o foco
Vejo que nem tudo são flores
Mas que também há muitas cores
Esperando por meu olhar
No fim, nem terei visto tudo
Mas quero ter bem-visto tudo que vi
Aparentemente, fotografias do exterior
Mas no fundo, na realidade,
nada além de reflexos de minh'alma

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Nem a morte separa os que se amam

video

Canção entoada por um grande rouxinol de Jesus...
Que dedico a um outro rouxinol, que agora canta mais pertinho de Deus.

sábado, 12 de junho de 2010

Feliz dia dos namorados!

A MORADA DO AMOR

“O amor não constitui expressão torpe do desejo. Situa-se muito além, acima dos equívocos terrenos, ao mesmo tempo em que habita o Ser Humano, mantendo-o moralmente vivo. Como fator irremovível do Ser, é gerador de Vida. Estando em toda a parte, é tudo. Logo, quem não ama não pode considerar-se civilizado se despreza a Lei da Solidariedade humana e Social Daquele que é o poder dirigente máximo do Planeta.


É no terreno do Espírito, e não entre as pernas da fêmea e do macho, que se encontra a sede do Amor. O sexo é apenas uma faculdade da Universidade Amor (que cuida do mais elevado sentimento que pode envolver a Alma).



SEJAMOS SEMPRE COMO NAMORADOS


Quando a gente ama, as épocas vão passando, e até as marcas do rosto do ser amado tornam-se beleza. É igual a um bom vinho. Ele é sempre melhor com o decorrer dos anos, desde que não o deixemos azedar.


A BELEZA DO ESPÍRITO


Mas, se você namorar uma moça, noivar e casar com ela só por causa da formosura, poderá dar-se mal, pois a fascinação exterior passará como o vento. Contudo, se for unir-se porque tem Amor, o encanto físico poderá não mais existir com o tempo; porém, você a amará como a amou quando era jovem.

Assim também pode ocorrer com relação às moças: se for juntar-se ao rapaz apenas porque ele possui um tórax avantajado, no futuro aquele físico murchará. E o seu amor? Fenecerá com ele? Que amor é esse, então? Não terá passado de um sentimento falso. Mas, se constituir matrimônio com um homem por amá-lo verdadeiramente, a felicidade crescerá como as árvores seculares, porque o bem-querer será infinito.

A beleza é uma coisa primorosa. O amor, porém, é muito maior do que tudo isso. Ele estabelece a simpatia. E este é o atrativo que não se desfaz, a graça eterna do Espírito.Nem a morte separa os que se amam.

Lembro-me de um belo canto de Alziro Zarur, no seu poema “Aos Casais Legionários”:


- “Não é o corpo que atrai: É o Espírito que ama”.


E, se o Espírito ama – pois foi criado à imagem e semelhança de Deus -, esse Amor é permanente.

João Evangelista ensina, em sua Primeira Epístola, 4:8, que “Deus é Amor”, ao que Zarur assim completa: “e nada existe fora desse Amor”.

Nem o Amor dos namorados.


O PRINCÍPIO BÁSICO DO SER


O amor, acima de tudo, antes de ser carnal, deve provir da Alma. Do contrário, pode morrer nanoite de núpcias ou até mesmo antes... Mas se tiver como alicerce o Espírito e o coração iluminado de ambos os amantes, aí a lua-de-mel se repetirá por toda a vida, apesar das rusgas que sempre ponteiam a convivência de um casal.

Eles serão eternamente namorados.

Essas palavras podem ser por demais românticas numa era de vale-tudo. Trata-se, contudo, de um engano inconsolável imaginar-se que o sentido do Amor se tenha findado neste Planeta. É desastroso deixar-se levar pela onda do momento, porque você, passada a moda, às vezes demorada, padecerá as dores da frustração que é ter negado a sua própria natureza de criatura de Deus. Provavelmente, então, perceberá que o pior sofrimento é a ausência de Amor, uma verdade rejeitada por gente de influência no mundo, cujo escarmento, lá na hora de se entender com o travesseiro, é a conclusão, aos outros às vezes bem escondida, de que é igual a todo mundo: carente de afeto, como o seu corpo de alimento.

Por isso, não podemos agir de forma ingênua ou irresponsável, que qualquer dia poderá cair sobre nossas cabeças, muitas vezes sem que até o mais amigo perceba. A isso também se dá o nome de remorso.


SEXO E CORAÇÃO


Quando estamos amando e vamos ao encontro da pessoa que de forma indelével tocou a nossa sensibilidade, o júbilo contagia-nos.

Dispara o peito da gente!

Não seria tão agradável sentir essa emoção em toda a existência, sempre que a virmos e nela, mesmo quando distante, pensarmos? É assim que temos de ser. Dessa forma, o Sexo é algo lindo, maravilhoso, e pode durar por toda a vida. Sexo realmente se faz com o coração.


CORAGEM FIRMADA EM DEUS.


Se amamos de verdade, até para a luta comum nos tornamos mais fortes. Nada ensombrece o nosso destino. Pelo contrário, robustece dentro de nós aquilo que possuímos de mais valioso, que é a coragem sustentada em Deus, aquela em que se devem alicerçar as outras boas qualidades humanas e espirituais. Por isso o Amor é o inesgotável combustível dos que têm e vivem um grande e verdadeiro ideal.

Quando o desafio aparecer no caminho dos casais, a reflexão mais apropriada seria: “Ora, nós nos unimos por quê?! Por que nos amávamos! Então, continuemo-nos amando e vençamos o mal que porventura nos queira separar”.

E, aqui, valho-me de mais um luminoso ensinamento do digníssimo Dr. Bezerra:


- Só podemos fortalecer o mundo se fizermos o mesmo com a união conjugal, familiar. Não existe Humanidade firme ou segura se a família não estiver totalmente preservada”.


Eis aí! Casal unido é aquele que vive integrado no Pai Celestial, cuja face é o Amor. Portanto, quanto mais amamos, mais Ele se manifesta em nós, porquanto o Amor não é velho nem novo. É eterno, porque é Deus.

E se você não crê que exista um Poder Supremo atento às suas dificuldades, lembre-se de que os bons sentimentos são a sustentação de sua vida, de tal forma que esteja em paz consigo mesma ou consigo mesmo.

O essencial é que, passado os anos, criados os filhos, vencidas as dores e os empecilhos, vivamos sempre como namorados.


SOLTEIROS E CASAMENTO


Aos que porventura não tenham estabelecido matrimônio, a vida demonstra que isso não é motivo para tristeza sem remissão. Há gente casada feliz, ou não/ semelhante ao que ocorre com quem é solteiro ou solteira. O primeiro ponto onde se deve procurar a felicidade é dentro de si mesmo ou de si própria. A realização do sentimento pode ser encontrada na integração da Criatura em uma tarefa que a realize naquilo que veio fazer na Terra. Conheço vários exemplos, e vocês também. Há muita gente sofrendo no mundo à espera de socorro. Resta bastante a ser feito, em prol de comunidades, por solteiros e casados.


Trecho do ensaio Evangelho do Sexo, do escritor Paiva Netto.

sábado, 31 de outubro de 2009

Perfil


Mulheres empreendedoras

Além de empreendedora, Mislena Alves Rodrigues, mais conhecida como Mila, é casada, cuida da casa e está se preparando para ser mãe pela primeira vez. A rotina multitarefada da futura mamãe, grávida de sete meses, representa o dia- a- dia da mulher moderna. Achou muito? Ela não se contentou. Ainda sonha em abrir um novo estabelecimento.

A empresária se divide entre os treinamentos da equipe do seu salão de beleza, localizado em um ponto estratégico do bairro Coração Eucarístico, a compra de mercadorias e o atendimento às clientes da nova loja de moda, inaugurada há 7 meses, próxima ao salão.

Embora os dois estabelecimentos estejam relacionados à beleza da mulher, Mila afirma que são ramos diferentes e destaca a importância de estar atenta às necessidades específicas de cada um. Para manter a qualidade, ela busca implementar uma filosofia comum aos dois. “Conseguimos juntar nos dois ambientes algumas coisas fundamentais: bom atendimento e qualidade no serviço, pois não adianta nada o preço lá em baixo, mas também não ter qualidade. A gente pensa sempre em atitudes que vão beneficiar tanto a loja, quanto a cliente”, afirma.

Uma das estratégias adotadas por Mila é facilitar ao máximo a vida das compradoras. Para isso, ela disponibiliza diversas formas de pagamento, como cartão de crédito, parcelamento em até quatro vezes e o uso de cheque para as clientes cadastradas. A inadimplência, segundo Mila, é praticamente zero.

A confiança e a fidelidade da clientela foram construídas a partir de outra experiência no bairro. Antes de abrir seu próprio negócio, há quatro anos, Mila trabalhava como gerente em uma loja de roupas no Coração Eucarístico. Já o conhecimento no ramo da confecção foi adquirido durante os cinco anos de trabalho em uma grande fábrica de jeans da capital. Para Mila, que acredita na força do conhecimento, essas experiências foram fundamentais: “Não adianta ter um bom ponto, uma boa equipe, uma boa mercadoria se não souber administrar”, pondera. Para gerir tudo isso, a futura mamãe empresária conta com a ajuda do marido, que organiza a parte financeira dos estabelecimentos.

Sobre a crise, que preocupou investidores e fez com que diversas empresas decretassem férias coletivas ou demitissem milhares funcionários mundo afora, Mila avalia que as consequências não chegaram ao varejo. “Não senti efeito nenhum de crise. Acho que ela não chegou aqui, pelo menos no pequeno varejo, não”, observa.

Apesar de ver a mão de obra qualificada como uma questão complicada, especialmente para empresas que estão começando e ainda não têm uma condição financeira estável, Mila espera prosperar nos próximos anos. “O próximo passo é, quem sabe, realizar o sonho de abrir mais uma loja”, arrisca. Realizada, ela não pretende mudar de ramo. “É o que eu sei e o que eu gosto de fazer”, conclui.

(Matéria produzida para a disciplina de Jornalismo Econômico)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Hoje voltei para a casa ouvindo a programação da CBN. Tenho o costume de acompanhar a emissora, mas normalmente ouço na parte da manhã. Gosto muito do jornalismo deles. Hoje, por mudança de horário, escutei na hora do almoço, mas me senti de outro planeta.

Primeiro, um quadro de culinária. Até aí, tudo normal. Viviane Zandonadi falou do livro “A morte do gourmet” e indicou um restaurante em SP, especializado em comida “pantaneira”, com peixes e frutas típicos dessa região do nosso país. O preço, como era de se imaginar, um pouco “salgado”: Média de R$ 60,00 por pessoa.

Depois, outra participação. Desta vez, a nova comentarista falava diretamente do Chile, onde estava como convidada para participar de um “congresso para famílias ricas” (foi o que entendi da explicação). Ela contava como eram interessantes os temas abordados no Congresso (como gerir o patrimônio, importância de um bom relacionamento caso as famílias queiram manter sua riqueza e por aí vai) e parecia entusiasmada com tantos nomes e palestras importantes. Eu só senti falta de um tema para discussão: “Enquanto sou treinado administrar bem o lucro que consigo, geralmente explorando o trabalho de outras pessoas, de forma a manter todo o dinheiro na mão da minha família, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo passa fome".

Para finalizar minha curta viagem de ônibus (40 minutos) ouvindo a CBN, um quadro que falava sobre vinhos ou coisa do tipo. Só me lembro que o comentarista, que se referia à sua última estadia em Portugal, falava sobre vinhos, melhores uvas para os vinhos e se eles combinam ou não com salmão ou com a sardinha que ele viu em Portugal.

Talvez esses temas realmente façam parte e sejam corriqueiros na vida do público elitizado da CBN, mas só me fizeram refletir sobre o abismo financeiro (claro!) e cultural que existe entre ricos e pobres.

Enquanto para um rico 60 reais é uma quantia irrelevante para se gastar numa refeição, seja ela exótica, regional ou do dia a dia, com esse mesmo valor uma pessoa pobre se alimenta com um PF por 60 dias.

Enquanto a desestrutura das famílias é preocupação de assistentes sociais em todo o Brasil (crianças sem pais; crianças que se tornam pais e mães; bebês que são criados pela creche do bairro, quando não muito ficam sozinhos em casa com irmãos mais velhos, também crianças, para a mãe poder trabalhar; ou mesmo jovens e crianças que deixam o estudo para ajudar no orçamento de casa), congressos ensinam aos ricos como devem se estruturar, caso queiram manter suas riquezas dentro da família.

E enquanto se discute no rádio a idade do vinho e com o que ele combina ou deixa de combinar, grande parte das famílias brasileiras toma suco de caju, já que no supermercado esse suco é bem mais barato do que o de uva.

Nada contra esses temas... na minha opinião, tudo é interessante. Mas, como disse, demonstram como as camadas da população vivem realidades completamente antagônicas no Brasil.

Estudo como bolsista em uma universidade particular e fico no meio dessas duas realidades. Enquanto colegas de classe média alta estão indecisos entre as férias na Europa, esquiar em Bariloche ou passar uma temporada em alguns dos parques de Orlando, sou abordada na rua por pais de família pedindo ajuda para voltar para o interior, após frustrante período na capital em busca de emprego e melhoria de vida. Em janeiro passado mesmo meu namorado tentou comprar passagem para uma pessoa nessa situação. Mas a empresa não aceitava cartão de crédito.


Que mundo é esse, meu Deus...
Onde poucos têm tanto e tantos não têm nada!
Ajude-me, oh Ser onisciente, onipotente e onipresente, a não me tornar indiferente à miséria do mundo, nem a possuir mais do que preciso.
Que o que tenho hoje e terei amanhã não seja conquistado com base na exploração alheia, nem seja motivo de vergonha ou culpa. Que seja fruto do meu esforço, mas que nenhum sucesso me faça esquecer do meu semelhante.
E que, se um dia eu for lembrada, seja como uma pessoa que acreditou e trabalhou por um mundo melhor e mais justo, por mais utópico que isso pareça ser nos tempos atuais.

sábado, 20 de junho de 2009

FIM DAS FACULDADES

"Seus problemas se acabaram! No STF foi aprovado que jornalsta não precisa de diploma, não. Fim da faculdade de jornalismo e comunicação.

Engenheiros, arquitetos não precisam mais não. Basta chamar o seu pedreiro que de obra entende de montão. Lá se vai a faculade de arquitetura e de engenharia. Se a ponte, o prédio cair, faz o político sorrir. Tem verbas superfaturadas para de novo tudo erguer.

Falta aprovar o fim da odontologia. Para que dentista se já existe "prático" a trabalhar. Se não tem dentista para que estudar? Seguindo o mesmo caminho, médicos também vão acabar. Basta tomar um chazinho ou um curandeiro chamar para todo mundo se curar. Acabando a medicina, para que tu vais estudar?

Doutor advogado, ministros do Supremo não vamos mais precisar. Acabando a faculdade de direito, para que estudar?

Professor também não precisa mais, pois o ensino acabará. Não havendo educação, povo manso e sem opinião vai eleger de novo uma cambada de ladrão. Quem fala isso é um pai de uma jornalista com pós-graduação, com nota 10 com louvor, que não vai ter emprego mais!

Acabando as escolas teremos quatro profissões: políticos, jogadores de futebol, atores e cantores, que não precisam estudar..."

Carta do leitor Carlos Pravato, publicada hoje no "Alô Redação", do jornal Super Notícia.

Adendo:
Engraçado que enquanto o jornalismo é reduzido à "facilidade com as letras", outras profissões são reconhecidas, como a de DJ. Há um ano cogitava-se a regulamentação dessa profissão, conforme podemos comprovar em notícia publicada no portal Uai.
Vale conferir:
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2008/06/09/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=66409/em_noticia_interna.shtml

PS: Será que jornalistas formados, portanto estudados, incomodam tanto assim os interesses por trás da decisão do supremo?

Sou ProUni com orgulho... e merecimento!


Hoje recebi um e-mail do Ministério da Educação, parabenizando-nos, alunos do ProUni, pelo bom desempenho comprovado na pesquisa realizada pelo INEP, a pedido da Folha. Essa pesquisa constatou que os alunos bolsistas têm rendimento igual ou superior aos demais, contrariando o argumento de pessoas que acreditavam que esse tipo de inclusão no campo universitário pudesse conduzir a uma perda de qualidade do ensino.
Não é a primeira vez que nosso bom desempenho é constatado, mas é intrigante como nem esse tipo de dado conseguiu eliminar o preconceito que muitas pessoas têm.

Explico:

Estudo como bolsista do ProUni na PUC Minas e outro dia vivi uma situação um pouco inusitada: Na minha turma existe uma galerinha que vez por outra enche a paciência com conversas paralelas (sim, isso me incomoda. Sou “Caxias”. Rs). E, num dia desses, quando o pessoal passou dos limites e a turma levou uma bronca do professor, uma colega se aproximou do meu grupo e comentou:

“Gente, como pode!? Esse pessoal do ProUni... Não paga faculdade, aí não dá valor. Fica atrapalhando quem quer estudar.”

Não sei de onde essa colega tirou que a turma da conversa era bolsista. Será que tinham jeito de pobres para serem confundidos com bolsistas? Sou pobre, mas não atrapalho a aula de ninguém. Senti-me, pois, na obrigação de esclarecer o equívoco:

“Na nossa turma só há dois bolsistas. Eu e o Joelmir”, respondi.

Joelmir é um colega e amigo muito querido, integrante da minha “panela”. Ele é chefe de turma, estagiário em um dos principais jornais de BH, trabalha desde pequeno na área e é muito admirado por todos na sala. Recentemente, recebeu da faculdade o título de “Destaque Acadêmico” do curso de jornalismo.

Perceberam o tamanho do equívoco?

Não foi fácil conseguir uma bolsa na PUC. Precisei de uma pontuação no Enem superior a 87%. Por isso, eu e o meu colega Joelmir valorizamos, sim, a oportunidade de estudar. Demonstramos isso através de nosso bom relacionamento com os colegas e com os professores, por meio da nossa dedicação, do nosso esforço e, consequentemente, das nossas notas. Acho que isso explica em parte o resultado da pesquisa, pois provavelmente essa seja a postura de muitos outros bolsistas.

Sei que o ProUni não é a solução de todos problemas. Afinal, deve ser constantemente fiscalizado para se evitar novas irregularidades, não anula a necessidade de se repensar a educação no Brasil, já que antes de se tornar universitário o jovem precisa ter uma base sólida de ensino fundamental e médio, e sei também que, devido às altas pontuações exigidas pelas melhores faculdades, geralmente é beneficiada apenas a “nata” da escola pública (eu mesma só consegui uma pontuação alta no Enem porque tive uma boa formação, frequentando uma escola Federal). Mas isso é assunto para um novo post.

O que destaco agora é a necessidade de desvincularmos o mau comportamento das pessoas à sua condição financeira ou social. Há muito filhinho de papai fazendo besteira por aí. Basta ler os noticiários. Se não for chegado a jornais, verá em novelas mesmo. Até a Glória Peres retrata isso.

Para quem quiser conferir a repercussão da pesquisa, segue o clipping enviado pelo MEC: http://portal.mec.gov.br/ftp/ProUni.pdf

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Melhor ser comparado a cozinheiro do que a magistrado

“Melhor ser comparado a cozinheiro do que a magistrado.” Ouvi essa frase hoje na faculdade e ela refletia exatamente o que senti.

Será que o destino de nosso país está em mãos seguras? Esses magistrados tomam decisões que afetam diretamente nossas vidas. Mas... eles têm competência para tal e merecem todo esse poder?

Mas vamos, então, às declarações (na minha opinião, pérolas) emitidas pelos prezados ministros:

“Não se pode fechar as portas dessa atividade comunicacional, que em parte é literatura, arte, muito mais do que ciência, muito mais do que técnica. Não se pode fechar a atividade jornalística para expoentes”, defendeu Carlos Ayres Britto, ministro do STF.

Ministro, com todo o respeito, o senhor devia se informar melhor sobre a profissão antes de votar. Aprendemos, desde o 1º semestre na faculdade, a separar jornalismo e literatura. Uma coisa é criar histórias, outra coisa é relatá-la, buscando sempre respeitar os princípios de isenção, imparcialidade, etc. Não se pode mesmo fechar a atividade jornalística para expoentes. Eles têm mais é de estudar, pois sempre pode se aprender mais do que se sabe. E se aperfeiçoando, conhecendo as técnicas e princípios éticos que os cursos de jornalismo oferecem, poderão oferecer muito mais à sociedade.

“O curso de jornalismo, portanto, não garante eliminação das distorções e dos danos recorrentes do mau exercício da profissão, que são atribuídos a deficiências de caráter, de retidão e ética”, afirmou Cezar Peluso, ministro do STF.

Ministro, mesmo sendo submetidos a todo esse preparo e conscientização, muitos jornalistas cometem erros, não é? Imaginemos sem isso então?! O curso de jornalismo realmente não garante eliminação das distorções e dos danos recorrentes do mau exercício da profissão, mas com certeza nos faz refletir bastante sobre a responsabilidade que temos para com a sociedade e para com a informação verdadeira. Na faculdade, discutimos questões que dificilmente pensaríamos sozinhos. O senhor não acha que a falta de regulamentação da profissão e o despreparo podem abalar o senso de responsabilidade e piorar a situação?

"A comunicação de idéias, do pensamento, hão de ser livres, permanentemente livre, essencialmente livres, sempre livres", afirmou o Ministro do STF, Celso de Mello.

Sim, ministro. E é por essa liberdade que o jornalismo luta, o senhor não sabia? Lutamos para ouvir toda a sociedade. E, realmente, todos temos o direito de dizer o que pensamos, de argumentar, questionar, emitir nossa opinião pessoal. Mas o jornalismo não é o lugar para isso. Para esses casos, temos a internet, os blogs, cartazes, faixas e espaços cada vez mais participativos nos veículos de comunicação. Mas tratar com a notícia e com a informação é diferente, ministro. O jornalista abre mão de sua opinião pessoal para transmitir a versão de todos os lados envolvidos na notícia. Aliás, esse é um dos principais princípios jornalísticos: buscar o máximo de imparcialidade. Emitir opinião pessoal, só quando ocupamos a posição de analista ou comentarista. Mas para isso já não se é exigido o diploma específico de jornalismo. Deveriam ter ensinado melhor sobre a profissão para os senhores antes da votação, pois o senhor acha que estará lutando pela liberdade de comunicação de ideias transformando todos em jornalistas, mas o jornalista abre mão desse direito de opinar ao exercer a profissão. Como ficamos? Ham?

Aliás, diante disso, nem preciso comentar que cai por terra o principal argumento do Supremo, neh? O de que a exigência do diploma contraria os direito de livre expressão.

Para se expressar, existem vários meios. Internet, blogs e até mesmo nos próprios jornais. Existem espaços destinados a esse fim, como colunas e artigos. Acontece que notícia não é lugar de se expressar, mas de relatar. Resumindo: Percebo uma grande confusão quanto ao que seria liberdade de expressão e o que seria jornalismo.

Mas, voltando às declarações, vamos às do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes:

"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.

Como o senhor diz isso, ministro? Educação e especialização não têm valor algum para o senhor? E na opinião do senhor o jornalismo não traz perigo de dano à coletividade? O senhor já imaginou os danos causados por uma mentira disseminada ou uma verdade ocultada na sociedade? Eh... o jornalista lida com isso. Aliás, ele é o responsável por vigiar os poderes, fazer denúncias de exploração, corrupção, etc, investigar e apurar a verdade ou histórias mal contadas, e, por seu poder de alcance e repercussão, pode afetar diretamente a vida de uma pessoa, comprometendo sua honra. O senhor acha que ter a honra comprometida é pouca coisa? Jornalistas precisam ser responsabilizados por suas ações, pois elas afetam, sim, o indivíduo e a sociedade. Para esse tipo de situação são preparados durante a faculdade.

Para finalizar, Mendes chegou a comparar a profissão de jornalista com a de cozinheiro. "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores", disse.

Acho a profissão de chefe de cozinha e de um cozinheiro muito importantes, mas não entendo a relação que elas têm com o jornalismo em si. Talvez o Supremo Tribunal Federal, na figura de seu presidente, tenha dito, por meio de uma metáfora, que os brasileiros têm mais é de se contentarem em comer arroz empapado e feijão duro. Se o jornalismo passar disso, incomoda.




Acesse também...

Site do STF
Pronunciamento da FENAJ
Notícias: ABI repudia decisão do STF

Mobilização/iniciativa pós-votação:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/06/18/helio-costa-defende-pl-para-tornar-obrigatorio-diploma-de-jornalista-756398867.asp-obrigatorio-diploma-de-jornalista-756398867.asp
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582910.shtml

sábado, 15 de novembro de 2008

Sobre a vírgula


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

Campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Quem conta um conto aumenta um ponto!



Outro dia li um texto que me tirou boas risadas...
Trata-se do trajeto percorrido por uma mensagem até o seu destino final.
A gente ri, mas quantas vezes já não ficamos em apuros por uma informação mal compreendida?
Muito bom!




Chamando o gerente em seu escritório, o Diretor Presidente de uma grande empresa lhe passa a seguinte orientação: "Na próxima sexta-feira, aproximadamente às 17h, o cometa Halley passará nesta área. Trata-se de um evento que ocorre somente a cada 76 anos. Assim, por favor, reúna os funcionários no pátio da fábrica, todos usando capacetes de segurança, quando, então, explicarei o fenômeno a eles. Se estiver chovendo, não poderemos ver o raro espetáculo a olho nu. Sendo assim, todos deverão dirigir-se ao refeitório, onde será exibido um filme-documentário sobre o cometa Halley".
E, então, inicia-se a saga da inocente mensagem, transmitida boca a boca até o seu destinatário final.

De: Gerente
Para: Supervisor

Por ordem do Diretor Presidente, na sexta-feira, às 17h, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica. Se chover, por favor, reúna os funcionários, todos de capacete de segurança, e os encaminhe ao refeitório, onde o raro fenômeno terá lugar, o que acontece a cada 76 anos a olho nu.

De: Supervisor
Para: Encarregado de produção

Na sexta-feira, às 17h, o Diretor, pela primeira vez em 76 anos, vai aparecer no refeitório da fábrica para filmar a Banda Halley, o famoso cientista nu e sua equipe. Todo mundo deve estar lá de capacete, pois será apresentado um show sobre a segurança na chuva. O diretor levará a banda para o pátio da fábrica.

De: Do Encarregado de Produção
Para: Mestre

Todo mundo nu, sem exceção, deve estar com os seguranças no pátio da fábrica na próxima sexta-feira, às 17h, pois o Diretor manda-chuva e o Sr. Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme “Dançando na Chuva”. Caso comece a chover mesmo, é para ir pro refeitório de capacete na mesma hora. O show será lá, o que ocorre a cada 76 anos.

De: Do Mestre
Para: Todos os funcionários

Na sexta-feira, o chefe da Diretoria vai fazer 76 anos, e liberou geral pra festa, às 17h no refeitório. Vai estar lá, pago pelo manda-chuva, Bill Halley e Seus Cometas. Todo mundo deve estar nu e de capacete, porque a banda é muito louca e o rock vai rolar solto até no pátio, mesmo com chuva.


Essa empresa aí está precisando urgente de uma assessoria de comunicação! Hahaha

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Mais um sapato na estrada...

Era só um sapato solitário na rodovia, mas chamou tanto minha atenção...
Eu estava no ônibus, voltando do estágio para casa e da janela o avistei. Era preto, um modelo masculino, e as dobras marcadas no couro denunciavam que estava um pouco surrado. Parecia confortável. Provavelmente já havia adquirido o formato do pé que o calçava, com freqüência pelo visto.

“Mas o que um pé de sapato estaria fazendo numa rodovia tão movimentada?”, pensei.

Imaginei o dono: Um jovem apressado, correndo para atravessar a “040” (por que as pessoas ainda insistem em não atravessar na passarela?) e, por causa da correria, o sapato acaba lhe escapulindo dos pés. Não podia voltar para buscar... era uma BR movimentada!

“Ou... Talvez a história seja mais trágica”, temi.

Não tive tempo de imaginar mais nada. O ônibus avançou um pouco mais no trânsito, que já começava a se complicar, e não vi mais o sapato. Vi um carro de reportagem.

Não tinha mais dúvidas. Logo avistei uma lona preta na frente da viatura policial. Havia sido um atropelamento. O dono daquele sapato nunca mais voltaria a usá-lo.

O ônibus se aproximou lentamente do local (o trânsito estava cada estava mais complicado). Preferi desviar o olhar. Era minha forma de respeito. Infelizmente fui uma exceção. Os demais passageiros se amontoavam para saciar suas curiosidades mórbidas.

Entretanto, procurei pelo motorista. Imagino como é traumatizante se envolver num acidente, principalmente com vítima fatal. “Como ele ou ela teria reagido? É um momento tão difícil!”, pensei.

Foi então que vi uma camionhete roxa, com a frente bastante amassada e o pára-brisa em pedaços. Parece que foi um impacto forte. Não é à toa que o sapato que despertou minha atenção estivesse a tantos metros dali.

Não vi o(a) motorista em prantos como imaginei. Na verdade nem sei se o(a) vi. Mas novamente algo me chamou a atenção: um homem (que poderia ou não ser o motorista) conversava com um dos policiais de forma tão informal que me espantou. Deviam estar falando algo engraçado, pois pareciam rir.
Mas... Como assim riam?????? Alguém acabava de perder a vida!!!! O corpo ainda estava no chão!!!!!!!!! E eles riam???

O ônibus então acelerou e a cena ficou para trás. Aqueles poucos minutos foram suficientes para me fazerem refletir durante todo o trajeto até em casa.

“A gente fica com tanta pressa para chegar em casa e acaba não chegando. Não vale a pena. E a família agora? Como fica?”, comentou a senhora sentada ao meu lado.

Aquela frase foi avassaladora. Instantaneamente pensei na história daquele homem... E sua família!? Como estaria?
Será que ainda o aguardavam retornar de mais um dia de trabalho? E, com aquele carro de reportagem lá atrás de plantão, provavelmente o grande público ficou sabendo da tragédia antes mesmo dos familiares.

Meus pensamentos voltaram ao sapato. Como deve ter sido a manhã daquele homem, calçando tranquilamente seu calçado? Talvez ele estivesse procurando um emprego, e, por isso, naquele dia tivesse calçado e lustrado de forma especial seu par de sapatos mais apresentável.

Ou, então, teve uma manhã apressada como todas as outras, calçou seus sapatos prediletos (por isso estivessem tão usados) e partido para seu trabalho.

Nunca vou saber quem era aquele homem. Mas sei que tinha uma história. Sua família passará momentos difíceis. Talvez hoje seja o mais difícil de suas vidas. Não sei se ele tinha filhos, esposa, pais. Mas com certeza alguém o amava.

Isso poderia ter sido com qualquer um de nós. O liame entre a vida e a morte é tão tênue. Estamos hoje aqui. Amanhã não estamos mais. Estou escrevendo agora, mas em questão de momento eu possa não exista mais. Pelo menos não da forma material que o mundo considera.

Sábias são as pessoas que buscam aproveitar ao máximo o tempo que têm. E quando digo aproveitar, não me refiro a fazer o que não fariam normalmente, afinal, se não fariam é porque provavelmente não lhes traria bem. Refiro-me a tentar viver a vida da forma que a gente sempre sonhou. Da forma que a gente sabe que faz bem, que faz feliz a nós e aos que nos cercam. Da forma que a gente sempre quis, mas que talvez faltasse coragem, ou um pouquinho de esforço para conseguir.

“Quanto tempo você tem?
Será que você sabe quanto dura a vida?
Não da pra dizer, ninguém saberá...
Quanto tempo você tem?
Tem que aproveitar o dom, e fazer o bem.”

Enquanto há tempo...

sexta-feira, 7 de março de 2008

O churrasco - Um conto real

Desenho feito por Vinícius


Vinícius é um garoto da cidade de Porto Alegre. Tem 1,83 metro de altura, magro e bonito, mas está há dois meses em internação domiciliar por determinação de seu psicanalista. Ele é um garoto superdotado, descrito como “extraordinariamente inteligente” e “extremamente sensível”. Filho único do casamento de um professor universitário que foi secretário de Cultura do Rio Grande do Sul com uma psicanalista, teve todo o estímulo para desenvolver inteligência e sensibilidade. Alfabetizou-se em francês quando a mãe fazia doutorado em Paris com a historiadora e psicanalista Elizabeth Roudinesco, biógrafa de Jacques Lacan. Vinícius aprendeu a tocar bateria aos 4 anos, depois piano e violão. Na porta do quarto grudava um cartaz: “Gravando”

Planejava um programa que há algum tempo vinha sendo adiado devido ao sucesso de suas novas canções, tocadas em festas eletrônicas de Londres.

- Quero fazer um churrasco para os amigos, mãe. Mas como estou interessado numa “guria”, prefiro não ter você nem o meu pai por perto.
- Que bom que você está se enturmando meu filho! Sabe como isso vai te fazer bem! Pode fazer aqui em casa, sim.
- Valeu mãe. Vou ao supermercado comprar a carne, então. Mas, aproveitando o assunto, preciso de dinheiro para pagar o tratamento de pele na clínica. Como vou sair já faço as duas coisas.
- Ah sim. Pode pegar na minha carteira. E, sobre o ingresso para o show da semana que vem que me pediu ontem, seu pai vai comprá-lo amanhã.
- Ok. Obrigado. Até mais.

26 de junho de 2006 – A mãe arrumava a mesa para o churrasco Vinícius já estava há algum tempo no computador. “Esse menino gosta mesmo de internet.”, pensou a mãe.
Por volta de 11h15, os pais saíram do apartamento que ocupa três andares de um prédio residencial, num bairro de classe média. Por volta das 12 horas Vinícius ligou para o celular da mãe:

- Mãe, meus amigos já chegaram. Está “tudo bem” aqui. Não precisa se preocupar. Estou cuidando de tudo.
- Aproveita bastante então meu querido. Ah meu filho, eu e seu pai estamos passando aí só para deixar o violão que pegamos no conserto, ta?!
- Ta, mas não precisam nem subir. Eu busco na portaria.

Às 13 horas, os pais deixaram o violão na portaria do prédio. Vinícius foi buscá-lo e voltou para o computador. Queria transmitir o churrasco pela internet.
Aproveitou para gravar algumas composições suas. Guardou o cd num envelope vermelho da Faber-Castell e colocou sobre a mesa do computador. Queria que os pais ouvissem. Havia muito material sobre Vinícius no computador: conversas do MSN, publicações de seu blog, todas as suas músicas... sentiu vontade de que os pais lessem tudo aquilo para compreendê-lo. Então decidiu escrever-lhes e colou a carta no lado externo da porta do banheiro.

Vinícius se dividia entre os preparativos, como a manipulação da churrasqueira, e as conversas virtuais na internet.
Às 14h28, ele postou num grupo de discussão, em inglês: “Estou fazendo o método CO. Neste momento e tenho duas grelhas queimando. Aqui está a foto. Alguém pode me dizer se há carvão suficiente?
E às 14h42, alguém diz: “Como você está se virando? Espero que você consiga o que quer.”
Dois minutos depois, Vinícius escreve: “Ah, meu Deus. Eu não consigo suportar o calor, está tremendamente quente. O que eu devo vestir para se tornar mais suportável? Eu tomei uma ducha antes, mas não adiantou nada. O que eu posso fazer?
“Retire as roupas, encharque em algum pano e se enrole nele para suportar o calor”, orientou um bombeiro aposentado de Chicago que estava no grupo de discussão.
Às 15h02 Vinícius escreveu seu último “post” e deixou o computador gravando. Foi para o banheiro onde estavam as churrasqueias, olhou para o cartaz há pouco pregado na porta que dizia: “Não entre. Concentrações letais de monóxido de carbono”. Então ligou o aparelho de som e disse para si mesmo “é bom morrer com música alegre” – e entrou.
Três horas depois do último contato com Vinícios vivo, os pais leram a carta deixada na porta do banheiro:

“Para garantir uma margem segura de tempo, inventei a história do churrasco, pedindo para que vocês saíssem de casa durante todo o dia. (...) Essa medida fez com que o churrasco de hoje parecesse um grande progresso no que tange a minha condição psíquica, quando na verdade era justamente o contrário”.
“Não houve churrasco, não havia colegas nem guria que eu goste. Peço desculpas pela maneira trapaceira com que arranjei meu suicídio. Peço desculpas também pela maneira assustadora com que a notícia chegará a vocês. Foi a maneira que encontrei de garantir um dia inteiro sozinho a fim de conduzir o procedimento da maneira mais segura”.
“O método que escolhi foi intoxicação por monóxido de carbono, é indolor e preserva o corpo intacto, mas demora, e se a pessoa é resgatada antes de morrer fica com graves lesões cerebrais e torna-se um vegetal”.
“Se conseguirem enxergar além da ótica da paternidade, verão que nada de especial aconteceu no dia de hoje. O mundo continua igual. (...) Espero que não tenha ficado nada pendente”.

Escrevi esse conto baseado numa reportagem da Revista Época (11/02/2008/Edição nº 508), intitulada “Suicídio.com”, abordando o problema de sites que incentivam adolescentes, como o nosso personagem real, a se matar, ajudando-os, inclusive, a escolher o método.
É duro acreditar que existem seres humanos fazendo isso. Pensando bem, alguém que incentiva esse tipo de coisa não é nada "humano". Como diz Paiva Netto,"falta humanidade à humanidade." Onde é que vamos parar?

Quem quiser conferir a matéria, pode acessar o site da revista:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Heróis de Verdade - Parte III

Essa é o terceiro e o último post sobre o livro do médico psiquiatra Roberto Shinyashiki. Os próximos trechos falam sobre os “heróis de verdade”.
Isso me faz pensar em quão interessante somos nós... Sabemos que tudo o que foi abordado e questionado até aqui faz parte da nossa realidade. Sabemos que tudo isso se tornou mais comum do que desejaríamos. Mas por que precisamos que as pessoas nos mostrem isso? E por que nos esquecemos tão rapidamente da lição?
Acho que a resposta faz parte do desafio proposto: conhecermos e repensarmos nós mesmos.
Boa leitura!



HERÓIS DE VERDADE - PARTE III

“Será possível colocar a máscara de sensacional de lado e começar a ser mais humano? Como ser mais verdadeiro em meus relacionamentos? Como ser um herói de verdade?
A mudança começa com uma dúvida que se transforma em uma pergunta. A busca das respostas a essa pergunta é a própria caminhada de transformação. Um ser humano sem dúvidas não evolui. O questionamento é o primeiro passo para nos abrirmos para o novo.” [p.120/121/122]

“Precisamos ter claro que nosso estado de espírito é um convite ara que outras pessoas entrem no mesmo estado de espírito.
Ego atrai ego. Alma atrai alma.
Mentiras atraem mentiras.
Verdade atrai verdade.” [p.126]

‘Aprender a se mostrar de verdade a alguém é o primeiro passo para resgatar o poder de ser quem você é. Não tenha vergonha de ser quem você verdadeiramente é. (Mas) apesar de a questão ser “quem eu sou?”, é importante analisar se você não está buscando responder à pergunta “quem eu deveria ser?’”[p.132/136/139]

“Você sabe quais são as pessoas que eu admiro?
Pessoas que sintam frio no inverno e calor no verão...
Que admitam precisar de uma noite de repouso para repor a energia gasta ao longo do dia.
Que façam trabalhos voluntários e ajudem os semelhantes.
Que tenham coragem de pedir ajuda quando se sentirem fragilizadas.
Que saibam chorar no ombro da pessoa amada.
Que saibam ligar para um amigo e falar da tristeza de ter perdido um amor.
E acreditem poder vencer as adversidades com dedicação e trabalho.
(Elas) não têm o objetivo de colecionar dinheiro, mas são ricas de coração.
Não têm o objetivo de colecionar relações sexuais, mas de viver um grande amor.
Não têm o objetivo de ter filhos famosos, mas de amar seus filhos como eles verdadeiramente são.
Têm grandeza de alma e não precisam dos aplausos dos outros” [p.45/46/49]

“Os heróis de verdade estão em paz tanto em um jantar de gala quanto comendo um misto quente no bar da esquina.
Conseguem sentir a presença de Deus ao caminhar na rua ou ao abraçar um amigo.
Vão atrás de suas metas, mas sabem admirar o sucesso dos outros.” [p.130]

“Os heróis de verdade sabem respeitar a diversidade, especialmente a própria...” [p.138]

‘É preciso muita coragem para dizer “dane-se” quando o que está acontecendo tem sentido para os outros, mas não para você!
É preciso muita coragem para seguir o coração.
É preciso muita coragem para entender que a vida é uma grande brincadeira e (...) somos simplesmente aprendizes do jardim-de-infância da escola da vida. [p. 141]

FIM

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Heróis de Verdade - Parte II

Nas citações anteriores, o autor questiona a forma extremamente fantasiosa com que temos encarado a vida. Nessa segunda parte, ele destaca algumas “armadilhas” que contribuem para nos inserir no jogo de aparências. Segue...

HERÓIS DE VERDADE – PARTE II


ARMADILHAS:

Primeira Armadilha: Provar que você tem sucesso
Para mostrar o sucesso que não têm, as pessoas começam a mentir. No começo, mentem para os outros, depois mentem para si mesmas. Com o passar do tempo, tornam-se escravas das ilusões que criaram. [p.55/57]
Segunda Armadilha: Você tem de estar feliz o dia inteiro
O que faz a gente ser feliz é viver plenamente a vida, esse maravilhoso movimento cheio de subidas e descidas que, ao intercalar altos e baixos, torna ainda mais especiais os momentos de alegria. Contudo, as pessoas embarcam nessa viagem maluca de parecerem felizes todos os dias e acabam semeando tristeza por todos os lados. A depressão brota em quem se sente inadequado nesse mundo de fogos de artifício. [p.58/59]
Terceira Armadilha: Gente de sucesso compra tudo o que quer
É incrível, mas há muita gente que se endivida apenas para poder adquirir o computador de última geração, a televisão de plasma, o jogo eletrônico da moda. No mundo de hoje, admiro as pessoas que compram as coisas de acordo com suas necessidades, sem desperdícios.
Que sabem curtir o que têm e não usam bens materiais para mostrar que são poderosas.
Que revelam desprendimento de suas conquistas porque sabem que a maior conquista foi a experiência de alcançar seus objetivos.
Que têm certeza de que o importante não é o diploma, mas o conhecimento adquirido durante o curso.
Que sabem que sua maior força não está na conta bancária, e sim em sua capacidade de amar. [p.63]
Quarta Armadilha: fazer as mesmas coisas que as pessoas de sucesso fizeram
A quarta armadilha está no mito de que as pessoas de sucesso têm um jeito único de pensar e que devemos agir exatamente como elas para também ter sucesso em nossas ações.
São infinitos os modelos a seguir! O que as pessoas não percebem, no entanto, é que se optarem por comportamentos formatados pelos outros terão poucas oportunidades de fazer as coisas da maneira como gostariam. [p.66]

CONVITES PARA AS ARMADILHAS:
Exigências para que provemos nossa importância
Antigamente, quando, ao ser apresentada a uma família conservadora, a pessoa tinha que responder a todas essas perguntas:
_Qual é o seu sobrenome? Quem são seus pais? Onde você trabalha?
As cobranças estão maiores do que nunca, só mudaram as perguntas. Mas quando acreditamos que somos importantes por ser quem somos, não precisamos provar nada a ninguém, nem a nós mesmos. Desenvolvemos uma consciência profunda a respeito de nosso valor e não nos deixamos levar pelas cobranças que nos fazem. [p.74]
Orientações de pessoas queridas
Às vezes pessoas que nos amam intensamente dizem o que é melhor para nós e acabam nos desviando do caminho da realização pessoal. [p.76]
Atribuições que nos iludem
Sempre que ouvir opiniões dos outros sobre você, lembre-se de que são apenas a manifestação das idéias deles. Afinal, todos nós temos a tendência de ver o que queremos ver. Não pense que essas opiniões estão corretas nem que, se segui-las, tudo vai dar certo em sua vida. Mesmo que seu pai seja seu herói, você não precisa seguir todos os conselhos dele para ser um herói de verdade [p. 78/79]
Provocações de pessoas maldosas
A cada dia, os convites para agir como super-heróis vêm em forma de um novo desafio:
_ Esse carro é muito caro para você comprar.
_Você é muito filhinha de papai, não vai ter coragem de transar com dois caras ao mesmo tempo.
_ Um caretinha como você não vai ter peito de tomar ecstsy.
_ Duvido que você tenha coragem de levar esse negócio contrabandeado para a Europa!
Uma boa resposta nesses casos é dizer simplesmente:
_ Azar o seu...
Para que dar valor para alguém que não valoriza verdadeiramente você? [p.80/81]
Comparações destrutivas
Comparar é humilhar. É mostrar ao outro que ele é inferior. A comparação sempre leva a pessoa que está sendo comparada a se sentir por baixo e tem a finalidade de fazê-la avançar até o patamar que o outro impõe.
Alguns exemplos:
_Meu ex-namorado sempre me levava para jantar fora.
Na verdade o que ela quer dizer é: “Seu pobre miserável!”
_ Minha “ex” nunca teve problema de peso.
Na verdade o que ele está dizendo é: “Sua gorda horrorosa!”
Diante de comparações assim, há duas alternativas (...). Deixar ao outro o trabalho de comparar e não aceitar o desafio ou procurar mostrar ao outro que você é melhor – o que, ao fazê-lo, sem perceber, você já assinala que é inferior, pois quem quer superar alguém normalmente se sente inferior. [p.82/83]

“Concentre-se em suas vocações e em seus talentos, e não se preocupe em agradar a ninguém. Viver para ser admirado pelos outros cria apenas fracasso e frustração.” [p.85]

Continua...

Para saber mais sobre o autor desse livro e suas obras, acesse www.shinyashiki.com.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Heróis de Verdade

É... as férias estão acabando. Aproveitei esse tempo de folga para ler um pouquinho e não me arrependi. Me deparei com bons livros. Um deles se chama HERÓIS DE VERDADE - Pessoas Comuns que Vivem Sua Essência, do médico psiquiatra Roberto Shinyashiki.
Algumas pessoas têm preconceito contra os famosos “
auto-ajuda”. Mas me pergunto: Será que elas ao menos procuram lê-los antes de criticar? Como em todos os gêneros da literatura, existem obras boas e obras ruins. Mas só saberemos conhecendo. Se o preconceito sempre for maior do que a sede de conhecimento e o pré-julgamento persistir, talvez seja sinal de medo por se ver forçado a refletir e a reavaliar-se em algum ponto.

Como o objetivo do blog é compartilhar, transcrevo a seguir alguns trechos do livro. Fiz uma espécie de fichamento com as citações que mais me marcaram. O tema é atual e o autor me provocou o raciocínio. Espero que seja um convite para que você também leia a Obra completa. Quando o fizerem, compreenderão melhor a mensagem do livro. Como minha seleção ficou grande, postarei em três partes.
Segue a primeira...

HERÓIS DE VERDADE – PARTE I

“Muitas pessoas sofrem por embarcar em uma viagem que não tem nada a ver com seu coração.” [p.12]

“Nunca se viu em toda a história da humanidade, um culto ao ego tão exacerbado como o de hoje. As pessoas desenvolvem a necessidade de fingir que sabem tudo, ganham todas e acertam sempre. Cada vez mais, exige-se que a pessoa mostre o que não é, fale o que não sabe e exiba o que não tem” [p. 13]

“Talvez o maior exemplo de veneração à aparência seja o silicone (...). Nada contra o uso do silicone quando o importante é somente o que está do lado de fora. O problema é que ninguém implanta cultura com silicone. Ninguém melhora a capacidade de amar com silicone. Ninguém adquire carisma com cirurgia plástica. O problema, para as que pessoas que só valorizam as aparências, é que alma não tem silicone.” [p. 150]

“Assumir nossos objetivos exige muita coragem em um mundo que quer definir o que é sucesso.
Assumir nossos sentimentos exige muita coragem em uma sociedade que nos pressiona para sorrir o tempo todo.
Assumir nossos erros exige muita coragem em um mundo que parece feito de pessoas que sempre ganham todas...
Assumir nossa ignorância exige muita humildade nesse mundo de quem sabe tudo.” [p.14]

“Parece que...
Todo mundo é bem sucedido.
Todo mundo fez fortuna com idéias sensacionais.
Todo mundo superou barreiras intransponíveis.
Todo mundo é um exemplo a ser seguido.
Todo mundo ficou famoso de uma hora para outra.
Todo mundo escreve livros perfeitos.
Todo mundo é super.
Todo mundo é o máximo.
Parece que...
Ninguém chora.
Ninguém se emociona fora de hora.
Ninguém fraqueja.
Ninguém comete falhas.
Ninguém dá uma bola fora.
Ninguém está fora do padrão de beleza ideal.
Em um mundo feito de tantos extremos, pessoas normais como você e eu, seres humanos de carne e osso com receios e inseguranças, nos sentimos alienígenas.” [p.22/23]

“Você não é o único que tem inseguranças.
Você não é o único que tem insônia.
Você não é o único que teve uma crise de impotência quando saiu com a mulher de sua vida.
Você não é o único que comete erros (...)
Todo mundo erra, ma faz pose de bacana!”[p.24]

‘Nas entrevistas de emprego, por exemplo, o discurso é praticamente o mesmo. Todo mundo quer parecer perfeito. Se o entrevistador pergunta ao candidato qual é o seu ponto fraco, logo vem a resposta:
_ Ah! Eu sou perfeccionista. Mergulho de cabeça no trabalho e não consigo relaxar enquanto não faço o que tem de ser feito.
É claro que ninguém responderá, de maneira sincera, algo como “sou esquecido” ou “sou desorganizado”. As pessoas respondem apenas o que os empregadores adoram ouvir, mesmo que lá no fundo os dois saibam que tudo não passa de mera encenação. ’ [p.36]

Continua...

Para saber mais sobre o autor desse livro e suas obras, acesse www.shinyashiki.com.br

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Natal


Estava lendo as Diretrizes Espiritualistas da LBV Mundial e encontrei um trecho que resume bem o que penso sobre o Natal. Transcrevo-o:

"Natal é Fraternidade sem fronteiras

A Mensagem do Natal é a Fraternidade sem fronteiras, única perfeitamente capaz de estabelecer as bases da Sociedade Solidária; não de presentinhos uma vez por ano; mas do grande presentão fim da fome, da míséria, da desgraça, porque JESUS pregou o respeito à dignidade do homem e à de seu Espírito eterno. Afastadas disso, não há política nem economia que dê jeito no Brasil e no mundo. O resto é a marcha para o suicídio planetário." (Netto, José de, 1989, p.2001)

Todos sabem (ou deveriam saber) que o Natal representa para os Cristãos o nascimento de Jesus e a mensagem de amor que Ele veio trazer ao planeta. Entretanto, muitos se esquecem desse significado nobre, rendendo-se às fantasias que o consumismo nos impõe.

Outro dia, por exemplo, ao assistir um telejornal me assustei com o grau que essa fantasia se alastrou. Nessa época a TV enfatiza muito as luzes, os presentes, a movimentação nas ruas, a preparação da ceia, e muito pouco se fala do Aniversariante do Dia, mas o que mais me chocou foi a pergunta de uma repórter. Entrevistando um homem vestido de papai noel, perguntou como ele (papai noel) se sentia sendo o personagem mais importante do Natal.

Pera aí... isso é demais pra mim!

Pela confraternização entre as famílias, a lembrança terna entre os amigos e os desejos sinceros de paz, amor e harmonia entre muitas pessoas, essa época do ano ainda tem se diferenciado por seu tom vibracional, mas temo que a humanidade perca esses instantes mágicos reduzindo-os à troca de presentes ou exibicionismo de roupas e comidas.

Que Jesus, O VERDADEIRO MOTIVO DO NATAL, em torno do qual as famílias devem se unir, ajude-nos a reverter essa situação. Quem sabe, ao invés de apagarmos essa energia especial, não consigamos aprimorá-la a ponto de vivenciá-la todos os dias do ano? Seria o Natal Permanente de Jesus do qual fala a mensagem que transcrevi anteriormente.

Teríamos dias de amor... onde desavenças são desfeitas em nome da paz, onde as distâncias são diminuídas em nome da união, onde as famílias são fortalecidas pelo coração, onde a solidariedade envolve a alma de tantas pessoas que buscam praticar uma boa ação ao próximo. E, como consequência, diminuem-se as diferenças, os conflitos, as injustiças, o egoísmo, o rancor, a miséria, etc.

Quando isso acontecer, talvez Jesus sinta-se orgulhoso, perceba que aprendemos a lição, e que, portanto, valeu a pena descer à Terra para ensinar os preceitos do Verdadeiro Amor aos homens.

Quem quiser aproveitar essa época em que nossos corações estão mais abertos para refletir um pouquinho, recomendo um artigo interessante do site http://www.paivanetto.com.br/interno/interno.php?sp=368&ci=1&cs=3.

No mais, um Feliz Natal com Jesus a todos!!! São meus sinceros votos!