Canção entoada por um grande rouxinol de Jesus...
Que dedico a um outro rouxinol, que agora canta mais pertinho de Deus.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Nem a morte separa os que se amam
sábado, 12 de junho de 2010
Feliz dia dos namorados!
A MORADA DO AMOR “O amor não constitui expressão torpe do desejo. Situa-se muito além, acima dos equívocos terrenos, ao mesmo tempo em que habita o Ser Humano, mantendo-o moralmente vivo. Como fator irremovível do Ser, é gerador de Vida. Estando em toda a parte, é tudo. Logo, quem não ama não pode considerar-se civilizado se despreza a Lei da Solidariedade humana e Social Daquele que é o poder dirigente máximo do Planeta.
É no terreno do Espírito, e não entre as pernas da fêmea e do macho, que se encontra a sede do Amor. O sexo é apenas uma faculdade da Universidade Amor (que cuida do mais elevado sentimento que pode envolver a Alma).
SEJAMOS SEMPRE COMO NAMORADOS
Quando a gente ama, as épocas vão passando, e até as marcas do rosto do ser amado tornam-se beleza. É igual a um bom vinho. Ele é sempre melhor com o decorrer dos anos, desde que não o deixemos azedar.
A BELEZA DO ESPÍRITO
Mas, se você namorar uma moça, noivar e casar com ela só por causa da formosura, poderá dar-se mal, pois a fascinação exterior passará como o vento. Contudo, se for unir-se porque tem Amor, o encanto físico poderá não mais existir com o tempo; porém, você a amará como a amou quando era jovem.
Assim também pode ocorrer com relação às moças: se for juntar-se ao rapaz apenas porque ele possui um tórax avantajado, no futuro aquele físico murchará. E o seu amor? Fenecerá com ele? Que amor é esse, então? Não terá passado de um sentimento falso. Mas, se constituir matrimônio com um homem por amá-lo verdadeiramente, a felicidade crescerá como as árvores seculares, porque o bem-querer será infinito.
A beleza é uma coisa primorosa. O amor, porém, é muito maior do que tudo isso. Ele estabelece a simpatia. E este é o atrativo que não se desfaz, a graça eterna do Espírito.Nem a morte separa os que se amam.
Lembro-me de um belo canto de Alziro Zarur, no seu poema “Aos Casais Legionários”:
- “Não é o corpo que atrai: É o Espírito que ama”.
E, se o Espírito ama – pois foi criado à imagem e semelhança de Deus -, esse Amor é permanente.
João Evangelista ensina,
Nem o Amor dos namorados.
O PRINCÍPIO BÁSICO DO SER
O amor, acima de tudo, antes de ser carnal, deve provir da Alma. Do contrário, pode morrer nanoite de núpcias ou até mesmo antes... Mas se tiver como alicerce o Espírito e o coração iluminado de ambos os amantes, aí a lua-de-mel se repetirá por toda a vida, apesar das rusgas que sempre ponteiam a convivência de um casal.
Eles serão eternamente namorados.
Essas palavras podem ser por demais românticas numa era de vale-tudo. Trata-se, contudo, de um engano inconsolável imaginar-se que o sentido do Amor se tenha findado neste Planeta. É desastroso deixar-se levar pela onda do momento, porque você, passada a moda, às vezes demorada, padecerá as dores da frustração que é ter negado a sua própria natureza de criatura de Deus. Provavelmente, então, perceberá que o pior sofrimento é a ausência de Amor, uma verdade rejeitada por gente de influência no mundo, cujo escarmento, lá na hora de se entender com o travesseiro, é a conclusão, aos outros às vezes bem escondida, de que é igual a todo mundo: carente de afeto, como o seu corpo de alimento.
Por isso, não podemos agir de forma ingênua ou irresponsável, que qualquer dia poderá cair sobre nossas cabeças, muitas vezes sem que até o mais amigo perceba. A isso também se dá o nome de remorso.
SEXO E CORAÇÃO
Quando estamos amando e vamos ao encontro da pessoa que de forma indelével tocou a nossa sensibilidade, o júbilo contagia-nos.
Dispara o peito da gente!
Não seria tão agradável sentir essa emoção em toda a existência, sempre que a virmos e nela, mesmo quando distante, pensarmos? É assim que temos de ser. Dessa forma, o Sexo é algo lindo, maravilhoso, e pode durar por toda a vida. Sexo realmente se faz com o coração.
CORAGEM FIRMADA EM DEUS.
Se amamos de verdade, até para a luta comum nos tornamos mais fortes. Nada ensombrece o nosso destino. Pelo contrário, robustece dentro de nós aquilo que possuímos de mais valioso, que é a coragem sustentada em Deus, aquela em que se devem alicerçar as outras boas qualidades humanas e espirituais. Por isso o Amor é o inesgotável combustível dos que têm e vivem um grande e verdadeiro ideal.
Quando o desafio aparecer no caminho dos casais, a reflexão mais apropriada seria: “Ora, nós nos unimos por quê?! Por que nos amávamos! Então, continuemo-nos amando e vençamos o mal que porventura nos queira separar”.
E, aqui, valho-me de mais um luminoso ensinamento do digníssimo Dr. Bezerra:
- Só podemos fortalecer o mundo se fizermos o mesmo com a união conjugal, familiar. Não existe Humanidade firme ou segura se a família não estiver totalmente preservada”.
Eis aí! Casal unido é aquele que vive integrado no Pai Celestial, cuja face é o Amor. Portanto, quanto mais amamos, mais Ele se manifesta em nós, porquanto o Amor não é velho nem novo. É eterno, porque é Deus.
E se você não crê que exista um Poder Supremo atento às suas dificuldades, lembre-se de que os bons sentimentos são a sustentação de sua vida, de tal forma que esteja em paz consigo mesma ou consigo mesmo.
O essencial é que, passado os anos, criados os filhos, vencidas as dores e os empecilhos, vivamos sempre como namorados.
SOLTEIROS E CASAMENTO
Aos que porventura não tenham estabelecido matrimônio, a vida demonstra que isso não é motivo para tristeza sem remissão. Há gente casada feliz, ou não/ semelhante ao que ocorre com quem é solteiro ou solteira. O primeiro ponto onde se deve procurar a felicidade é dentro de si mesmo ou de si própria. A realização do sentimento pode ser encontrada na integração da Criatura em uma tarefa que a realize naquilo que veio fazer na Terra. Conheço vários exemplos, e vocês também. Há muita gente sofrendo no mundo à espera de socorro. Resta bastante a ser feito, em prol de comunidades, por solteiros e casados.
sábado, 31 de outubro de 2009
Perfil
A empresária se divide entre os treinamentos da equipe do seu salão de beleza, localizado em um ponto estratégico do bairro Coração Eucarístico, a compra de mercadorias e o atendimento às clientes da nova loja de moda, inaugurada há 7 meses, próxima ao salão.
Embora os dois estabelecimentos estejam relacionados à beleza da mulher, Mila afirma que são ramos diferentes e destaca a importância de estar atenta às necessidades específicas de cada um. Para manter a qualidade, ela busca implementar uma filosofia comum aos dois. “Conseguimos juntar nos dois ambientes algumas coisas fundamentais: bom atendimento e qualidade no serviço, pois não adianta nada o preço lá em baixo, mas também não ter qualidade. A gente pensa sempre em atitudes que vão beneficiar tanto a loja, quanto a cliente”, afirma.
Uma das estratégias adotadas por Mila é facilitar ao máximo a vida das compradoras. Para isso, ela disponibiliza diversas formas de pagamento, como cartão de crédito, parcelamento em até quatro vezes e o uso de cheque para as clientes cadastradas. A inadimplência, segundo Mila, é praticamente zero.
Sobre a crise, que preocupou investidores e fez com que diversas empresas decretassem férias coletivas ou demitissem milhares funcionários mundo afora, Mila avalia que as consequências não chegaram ao varejo. “Não senti efeito nenhum de crise. Acho que ela não chegou aqui, pelo menos no pequeno varejo, não”, observa.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Primeiro, um quadro de culinária. Até aí, tudo normal. Viviane Zandonadi falou do livro “A morte do gourmet” e indicou um restaurante em SP, especializado em comida “pantaneira”, com peixes e frutas típicos dessa região do nosso país. O preço, como era de se imaginar, um pouco “salgado”: Média de R$ 60,00 por pessoa.
Depois, outra participação. Desta vez, a nova comentarista falava diretamente do Chile, onde estava como convidada para participar de um “congresso para famílias ricas” (foi o que entendi da explicação). Ela contava como eram interessantes os temas abordados no Congresso (como gerir o patrimônio, importância de um bom relacionamento caso as famílias queiram manter sua riqueza e por aí vai) e parecia entusiasmada com tantos nomes e palestras importantes. Eu só senti falta de um tema para discussão: “Enquanto sou treinado administrar bem o lucro que consigo, geralmente explorando o trabalho de outras pessoas, de forma a manter todo o dinheiro na mão da minha família, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo passa fome".
Para finalizar minha curta viagem de ônibus (40 minutos) ouvindo a CBN, um quadro que falava sobre vinhos ou coisa do tipo. Só me lembro que o comentarista, que se referia à sua última estadia em Portugal, falava sobre vinhos, melhores uvas para os vinhos e se eles combinam ou não com salmão ou com a sardinha que ele viu em Portugal.
Talvez esses temas realmente façam parte e sejam corriqueiros na vida do público elitizado da CBN, mas só me fizeram refletir sobre o abismo financeiro (claro!) e cultural que existe entre ricos e pobres.
Enquanto para um rico 60 reais é uma quantia irrelevante para se gastar numa refeição, seja ela exótica, regional ou do dia a dia, com esse mesmo valor uma pessoa pobre se alimenta com um PF por 60 dias.
Enquanto a desestrutura das famílias é preocupação de assistentes sociais em todo o Brasil (crianças sem pais; crianças que se tornam pais e mães; bebês que são criados pela creche do bairro, quando não muito ficam sozinhos em casa com irmãos mais velhos, também crianças, para a mãe poder trabalhar; ou mesmo jovens e crianças que deixam o estudo para ajudar no orçamento de casa), congressos ensinam aos ricos como devem se estruturar, caso queiram manter suas riquezas dentro da família.
E enquanto se discute no rádio a idade do vinho e com o que ele combina ou deixa de combinar, grande parte das famílias brasileiras toma suco de caju, já que no supermercado esse suco é bem mais barato do que o de uva.
Nada contra esses temas... na minha opinião, tudo é interessante. Mas, como disse, demonstram como as camadas da população vivem realidades completamente antagônicas no Brasil.
Estudo como bolsista em uma universidade particular e fico no meio dessas duas realidades. Enquanto colegas de classe média alta estão indecisos entre as férias na Europa, esquiar em Bariloche ou passar uma temporada em alguns dos parques de Orlando, sou abordada na rua por pais de família pedindo ajuda para voltar para o interior, após frustrante período na capital em busca de emprego e melhoria de vida. Em janeiro passado mesmo meu namorado tentou comprar passagem para uma pessoa nessa situação. Mas a empresa não aceitava cartão de crédito.
Que mundo é esse, meu Deus...
Onde poucos têm tanto e tantos não têm nada!
Ajude-me, oh Ser onisciente, onipotente e onipresente, a não me tornar indiferente à miséria do mundo, nem a possuir mais do que preciso.
Que o que tenho hoje e terei amanhã não seja conquistado com base na exploração alheia, nem seja motivo de vergonha ou culpa. Que seja fruto do meu esforço, mas que nenhum sucesso me faça esquecer do meu semelhante.
E que, se um dia eu for lembrada, seja como uma pessoa que acreditou e trabalhou por um mundo melhor e mais justo, por mais utópico que isso pareça ser nos tempos atuais.
sábado, 20 de junho de 2009
FIM DAS FACULDADES
Engenheiros, arquitetos não precisam mais não. Basta chamar o seu pedreiro que de obra entende de montão. Lá se vai a faculade de arquitetura e de engenharia. Se a ponte, o prédio cair, faz o político sorrir. Tem verbas superfaturadas para de novo tudo erguer.
Falta aprovar o fim da odontologia. Para que dentista se já existe "prático" a trabalhar. Se não tem dentista para que estudar? Seguindo o mesmo caminho, médicos também vão acabar. Basta tomar um chazinho ou um curandeiro chamar para todo mundo se curar. Acabando a medicina, para que tu vais estudar?
Doutor advogado, ministros do Supremo não vamos mais precisar. Acabando a faculdade de direito, para que estudar?
Professor também não precisa mais, pois o ensino acabará. Não havendo educação, povo manso e sem opinião vai eleger de novo uma cambada de ladrão. Quem fala isso é um pai de uma jornalista com pós-graduação, com nota 10 com louvor, que não vai ter emprego mais!
Acabando as escolas teremos quatro profissões: políticos, jogadores de futebol, atores e cantores, que não precisam estudar..."
Carta do leitor Carlos Pravato, publicada hoje no "Alô Redação", do jornal Super Notícia.
Adendo:
Engraçado que enquanto o jornalismo é reduzido à "facilidade com as letras", outras profissões são reconhecidas, como a de DJ. Há um ano cogitava-se a regulamentação dessa profissão, conforme podemos comprovar em notícia publicada no portal Uai.
Vale conferir: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2008/06/09/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=66409/em_noticia_interna.shtml
PS: Será que jornalistas formados, portanto estudados, incomodam tanto assim os interesses por trás da decisão do supremo?
Sou ProUni com orgulho... e merecimento!
Não é a primeira vez que nosso bom desempenho é constatado, mas é intrigante como nem esse tipo de dado conseguiu eliminar o preconceito que muitas pessoas têm.
Explico:
Estudo como bolsista do ProUni na PUC Minas e outro dia vivi uma situação um pouco inusitada: Na minha turma existe uma galerinha que vez por outra enche a paciência com conversas paralelas (sim, isso me incomoda. Sou “Caxias”. Rs). E, num dia desses, quando o pessoal passou dos limites e a turma levou uma bronca do professor, uma colega se aproximou do meu grupo e comentou:
“Gente, como pode!? Esse pessoal do ProUni... Não paga faculdade, aí não dá valor. Fica atrapalhando quem quer estudar.”
Não sei de onde essa colega tirou que a turma da conversa era bolsista. Será que tinham jeito de pobres para serem confundidos com bolsistas? Sou pobre, mas não atrapalho a aula de ninguém. Senti-me, pois, na obrigação de esclarecer o equívoco:
“Na nossa turma só há dois bolsistas. Eu e o Joelmir”, respondi.
Joelmir é um colega e amigo muito querido, integrante da minha “panela”. Ele é chefe de turma, estagiário em um dos principais jornais de BH, trabalha desde pequeno na área e é muito admirado por todos na sala. Recentemente, recebeu da faculdade o título de “Destaque Acadêmico” do curso de jornalismo.
Perceberam o tamanho do equívoco?
Não foi fácil conseguir uma bolsa na PUC. Precisei de uma pontuação no Enem superior a 87%. Por isso, eu e o meu colega Joelmir valorizamos, sim, a oportunidade de estudar. Demonstramos isso através de nosso bom relacionamento com os colegas e com os professores, por meio da nossa dedicação, do nosso esforço e, consequentemente, das nossas notas. Acho que isso explica em parte o resultado da pesquisa, pois provavelmente essa seja a postura de muitos outros bolsistas.
Sei que o ProUni não é a solução de todos problemas. Afinal, deve ser constantemente fiscalizado para se evitar novas irregularidades, não anula a necessidade de se repensar a educação no Brasil, já que antes de se tornar universitário o jovem precisa ter uma base sólida de ensino fundamental e médio, e sei também que, devido às altas pontuações exigidas pelas melhores faculdades, geralmente é beneficiada apenas a “nata” da escola pública (eu mesma só consegui uma pontuação alta no Enem porque tive uma boa formação, frequentando uma escola Federal). Mas isso é assunto para um novo post.
O que destaco agora é a necessidade de desvincularmos o mau comportamento das pessoas à sua condição financeira ou social. Há muito filhinho de papai fazendo besteira por aí. Basta ler os noticiários. Se não for chegado a jornais, verá em novelas mesmo. Até a Glória Peres retrata isso.
Para quem quiser conferir a repercussão da pesquisa, segue o clipping enviado pelo MEC: http://portal.mec.gov.br/ftp/ProUni.pdf
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Melhor ser comparado a cozinheiro do que a magistrado
Será que o destino de nosso país está em mãos seguras? Esses magistrados tomam decisões que afetam diretamente nossas vidas. Mas... eles têm competência para tal e merecem todo esse poder?
Mas vamos, então, às declarações (na minha opinião, pérolas) emitidas pelos prezados ministros:
“Não se pode fechar as portas dessa atividade comunicacional, que em parte é literatura, arte, muito mais do que ciência, muito mais do que técnica. Não se pode fechar a atividade jornalística para expoentes”, defendeu Carlos Ayres Britto, ministro do STF.
Ministro, com todo o respeito, o senhor devia se informar melhor sobre a profissão antes de votar. Aprendemos, desde o 1º semestre na faculdade, a separar jornalismo e literatura. Uma coisa é criar histórias, outra coisa é relatá-la, buscando sempre respeitar os princípios de isenção, imparcialidade, etc. Não se pode mesmo fechar a atividade jornalística para expoentes. Eles têm mais é de estudar, pois sempre pode se aprender mais do que se sabe. E se aperfeiçoando, conhecendo as técnicas e princípios éticos que os cursos de jornalismo oferecem, poderão oferecer muito mais à sociedade.
“O curso de jornalismo, portanto, não garante eliminação das distorções e dos danos recorrentes do mau exercício da profissão, que são atribuídos a deficiências de caráter, de retidão e ética”, afirmou Cezar Peluso, ministro do STF.
Ministro, mesmo sendo submetidos a todo esse preparo e conscientização, muitos jornalistas cometem erros, não é? Imaginemos sem isso então?! O curso de jornalismo realmente não garante eliminação das distorções e dos danos recorrentes do mau exercício da profissão, mas com certeza nos faz refletir bastante sobre a responsabilidade que temos para com a sociedade e para com a informação verdadeira. Na faculdade, discutimos questões que dificilmente pensaríamos sozinhos. O senhor não acha que a falta de regulamentação da profissão e o despreparo podem abalar o senso de responsabilidade e piorar a situação?
"A comunicação de idéias, do pensamento, hão de ser livres, permanentemente livre, essencialmente livres, sempre livres", afirmou o Ministro do STF, Celso de Mello.
Sim, ministro. E é por essa liberdade que o jornalismo luta, o senhor não sabia? Lutamos para ouvir toda a sociedade. E, realmente, todos temos o direito de dizer o que pensamos, de argumentar, questionar, emitir nossa opinião pessoal. Mas o jornalismo não é o lugar para isso. Para esses casos, temos a internet, os blogs, cartazes, faixas e espaços cada vez mais participativos nos veículos de comunicação. Mas tratar com a notícia e com a informação é diferente, ministro. O jornalista abre mão de sua opinião pessoal para transmitir a versão de todos os lados envolvidos na notícia. Aliás, esse é um dos principais princípios jornalísticos: buscar o máximo de imparcialidade. Emitir opinião pessoal, só quando ocupamos a posição de analista ou comentarista. Mas para isso já não se é exigido o diploma específico de jornalismo. Deveriam ter ensinado melhor sobre a profissão para os senhores antes da votação, pois o senhor acha que estará lutando pela liberdade de comunicação de ideias transformando todos em jornalistas, mas o jornalista abre mão desse direito de opinar ao exercer a profissão. Como ficamos? Ham?
Aliás, diante disso, nem preciso comentar que cai por terra o principal argumento do Supremo, neh? O de que a exigência do diploma contraria os direito de livre expressão.
Para se expressar, existem vários meios. Internet, blogs e até mesmo nos próprios jornais. Existem espaços destinados a esse fim, como colunas e artigos. Acontece que notícia não é lugar de se expressar, mas de relatar. Resumindo: Percebo uma grande confusão quanto ao que seria liberdade de expressão e o que seria jornalismo.
Mas, voltando às declarações, vamos às do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes:
"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.
Como o senhor diz isso, ministro? Educação e especialização não têm valor algum para o senhor? E na opinião do senhor o jornalismo não traz perigo de dano à coletividade? O senhor já imaginou os danos causados por uma mentira disseminada ou uma verdade ocultada na sociedade? Eh... o jornalista lida com isso. Aliás, ele é o responsável por vigiar os poderes, fazer denúncias de exploração, corrupção, etc, investigar e apurar a verdade ou histórias mal contadas, e, por seu poder de alcance e repercussão, pode afetar diretamente a vida de uma pessoa, comprometendo sua honra. O senhor acha que ter a honra comprometida é pouca coisa? Jornalistas precisam ser responsabilizados por suas ações, pois elas afetam, sim, o indivíduo e a sociedade. Para esse tipo de situação são preparados durante a faculdade.
Para finalizar, Mendes chegou a comparar a profissão de jornalista com a de cozinheiro. "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores", disse.
Acho a profissão de chefe de cozinha e de um cozinheiro muito importantes, mas não entendo a relação que elas têm com o jornalismo em si. Talvez o Supremo Tribunal Federal, na figura de seu presidente, tenha dito, por meio de uma metáfora, que os brasileiros têm mais é de se contentarem em comer arroz empapado e feijão duro. Se o jornalismo passar disso, incomoda.
Acesse também...
Site do STF
Pronunciamento da FENAJ
Notícias: ABI repudia decisão do STF
Mobilização/iniciativa pós-votação:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/06/18/helio-costa-defende-pl-para-tornar-obrigatorio-diploma-de-jornalista-756398867.asp-obrigatorio-diploma-de-jornalista-756398867.asp
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582910.shtml
sábado, 15 de novembro de 2008
Sobre a vírgula
Não, espere.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Quem conta um conto aumenta um ponto!
De: Gerente
Para: Supervisor
Por ordem do Diretor Presidente, na sexta-feira, às 17h, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica. Se chover, por favor, reúna os funcionários, todos de capacete de segurança, e os encaminhe ao refeitório, onde o raro fenômeno terá lugar, o que acontece a cada 76 anos a olho nu.
De: Supervisor
Para: Encarregado de produção
Na sexta-feira, às 17h, o Diretor, pela primeira vez em 76 anos, vai aparecer no refeitório da fábrica para filmar a Banda Halley, o famoso cientista nu e sua equipe. Todo mundo deve estar lá de capacete, pois será apresentado um show sobre a segurança na chuva. O diretor levará a banda para o pátio da fábrica.
De: Do Encarregado de Produção
Para: Mestre
Todo mundo nu, sem exceção, deve estar com os seguranças no pátio da fábrica na próxima sexta-feira, às 17h, pois o Diretor manda-chuva e o Sr. Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme “Dançando na Chuva”. Caso comece a chover mesmo, é para ir pro refeitório de capacete na mesma hora. O show será lá, o que ocorre a cada 76 anos.
De: Do Mestre
Para: Todos os funcionários
Na sexta-feira, o chefe da Diretoria vai fazer 76 anos, e liberou geral pra festa, às 17h no refeitório. Vai estar lá, pago pelo manda-chuva, Bill Halley e Seus Cometas. Todo mundo deve estar nu e de capacete, porque a banda é muito louca e o rock vai rolar solto até no pátio, mesmo com chuva.
Essa empresa aí está precisando urgente de uma assessoria de comunicação! Hahaha
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Mais um sapato na estrada...
Eu estava no ônibus, voltando do estágio para casa e da janela o avistei. Era preto, um modelo masculino, e as dobras marcadas no couro denunciavam que estava um pouco surrado. Parecia confortável. Provavelmente já havia adquirido o formato do pé que o calçava, com freqüência pelo visto.
“Mas o que um pé de sapato estaria fazendo numa rodovia tão movimentada?”, pensei.
Imaginei o dono: Um jovem apressado, correndo para atravessar a “040” (por que as pessoas ainda insistem em não atravessar na passarela?) e, por causa da correria, o sapato acaba lhe escapulindo dos pés. Não podia voltar para buscar... era uma BR movimentada!
“Ou... Talvez a história seja mais trágica”, temi.
Não tive tempo de imaginar mais nada. O ônibus avançou um pouco mais no trânsito, que já começava a se complicar, e não vi mais o sapato. Vi um carro de reportagem.
Não tinha mais dúvidas. Logo avistei uma lona preta na frente da viatura policial. Havia sido um atropelamento. O dono daquele sapato nunca mais voltaria a usá-lo.
O ônibus se aproximou lentamente do local (o trânsito estava cada estava mais complicado). Preferi desviar o olhar. Era minha forma de respeito. Infelizmente fui uma exceção. Os demais passageiros se amontoavam para saciar suas curiosidades mórbidas.
Entretanto, procurei pelo motorista. Imagino como é traumatizante se envolver num acidente, principalmente com vítima fatal. “Como ele ou ela teria reagido? É um momento tão difícil!”, pensei.
Foi então que vi uma camionhete roxa, com a frente bastante amassada e o pára-brisa em pedaços. Parece que foi um impacto forte. Não é à toa que o sapato que despertou minha atenção estivesse a tantos metros dali.
Não vi o(a) motorista em prantos como imaginei. Na verdade nem sei se o(a) vi. Mas novamente algo me chamou a atenção: um homem (que poderia ou não ser o motorista) conversava com um dos policiais de forma tão informal que me espantou. Deviam estar falando algo engraçado, pois pareciam rir.
Mas... Como assim riam?????? Alguém acabava de perder a vida!!!! O corpo ainda estava no chão!!!!!!!!! E eles riam???
O ônibus então acelerou e a cena ficou para trás. Aqueles poucos minutos foram suficientes para me fazerem refletir durante todo o trajeto até em casa.
“A gente fica com tanta pressa para chegar em casa e acaba não chegando. Não vale a pena. E a família agora? Como fica?”, comentou a senhora sentada ao meu lado.
Aquela frase foi avassaladora. Instantaneamente pensei na história daquele homem... E sua família!? Como estaria?
Será que ainda o aguardavam retornar de mais um dia de trabalho? E, com aquele carro de reportagem lá atrás de plantão, provavelmente o grande público ficou sabendo da tragédia antes mesmo dos familiares.
Meus pensamentos voltaram ao sapato. Como deve ter sido a manhã daquele homem, calçando tranquilamente seu calçado? Talvez ele estivesse procurando um emprego, e, por isso, naquele dia tivesse calçado e lustrado de forma especial seu par de sapatos mais apresentável.
Ou, então, teve uma manhã apressada como todas as outras, calçou seus sapatos prediletos (por isso estivessem tão usados) e partido para seu trabalho.
Nunca vou saber quem era aquele homem. Mas sei que tinha uma história. Sua família passará momentos difíceis. Talvez hoje seja o mais difícil de suas vidas. Não sei se ele tinha filhos, esposa, pais. Mas com certeza alguém o amava.
Isso poderia ter sido com qualquer um de nós. O liame entre a vida e a morte é tão tênue. Estamos hoje aqui. Amanhã não estamos mais. Estou escrevendo agora, mas em questão de momento eu possa não exista mais. Pelo menos não da forma material que o mundo considera.
Sábias são as pessoas que buscam aproveitar ao máximo o tempo que têm. E quando digo aproveitar, não me refiro a fazer o que não fariam normalmente, afinal, se não fariam é porque provavelmente não lhes traria bem. Refiro-me a tentar viver a vida da forma que a gente sempre sonhou. Da forma que a gente sabe que faz bem, que faz feliz a nós e aos que nos cercam. Da forma que a gente sempre quis, mas que talvez faltasse coragem, ou um pouquinho de esforço para conseguir.
“Quanto tempo você tem?
Será que você sabe quanto dura a vida?
Não da pra dizer, ninguém saberá...
Quanto tempo você tem?
Tem que aproveitar o dom, e fazer o bem.”
Enquanto há tempo...
sexta-feira, 7 de março de 2008
O churrasco - Um conto real
- Quero fazer um churrasco para os amigos, mãe. Mas como estou interessado numa “guria”, prefiro não ter você nem o meu pai por perto.
- Que bom que você está se enturmando meu filho! Sabe como isso vai te fazer bem! Pode fazer aqui em casa, sim.
- Valeu mãe. Vou ao supermercado comprar a carne, então. Mas, aproveitando o assunto, preciso de dinheiro para pagar o tratamento de pele na clínica. Como vou sair já faço as duas coisas.
- Ah sim. Pode pegar na minha carteira. E, sobre o ingresso para o show da semana que vem que me pediu ontem, seu pai vai comprá-lo amanhã.
- Ok. Obrigado. Até mais.
26 de junho de 2006 – A mãe arrumava a mesa para o churrasco Vinícius já estava há algum tempo no computador. “Esse menino gosta mesmo de internet.”, pensou a mãe.
Por volta de 11h15, os pais saíram do apartamento que ocupa três andares de um prédio residencial, num bairro de classe média. Por volta das 12 horas Vinícius ligou para o celular da mãe:
- Mãe, meus amigos já chegaram. Está “tudo bem” aqui. Não precisa se preocupar. Estou cuidando de tudo.
- Aproveita bastante então meu querido. Ah meu filho, eu e seu pai estamos passando aí só para deixar o violão que pegamos no conserto, ta?!
- Ta, mas não precisam nem subir. Eu busco na portaria.
Às 13 horas, os pais deixaram o violão na portaria do prédio. Vinícius foi buscá-lo e voltou para o computador. Queria transmitir o churrasco pela internet.
Aproveitou para gravar algumas composições suas. Guardou o cd num envelope vermelho da Faber-Castell e colocou sobre a mesa do computador. Queria que os pais ouvissem. Havia muito material sobre Vinícius no computador: conversas do MSN, publicações de seu blog, todas as suas músicas... sentiu vontade de que os pais lessem tudo aquilo para compreendê-lo. Então decidiu escrever-lhes e colou a carta no lado externo da porta do banheiro.
Vinícius se dividia entre os preparativos, como a manipulação da churrasqueira, e as conversas virtuais na internet.
Às 14h28, ele postou num grupo de discussão, em inglês: “Estou fazendo o método CO. Neste momento e tenho duas grelhas queimando. Aqui está a foto. Alguém pode me dizer se há carvão suficiente?
E às 14h42, alguém diz: “Como você está se virando? Espero que você consiga o que quer.”
Dois minutos depois, Vinícius escreve: “Ah, meu Deus. Eu não consigo suportar o calor, está tremendamente quente. O que eu devo vestir para se tornar mais suportável? Eu tomei uma ducha antes, mas não adiantou nada. O que eu posso fazer?
“Retire as roupas, encharque em algum pano e se enrole nele para suportar o calor”, orientou um bombeiro aposentado de Chicago que estava no grupo de discussão.
Às 15h02 Vinícius escreveu seu último “post” e deixou o computador gravando. Foi para o banheiro onde estavam as churrasqueias, olhou para o cartaz há pouco pregado na porta que dizia: “Não entre. Concentrações letais de monóxido de carbono”. Então ligou o aparelho de som e disse para si mesmo “é bom morrer com música alegre” – e entrou.
Três horas depois do último contato com Vinícios vivo, os pais leram a carta deixada na porta do banheiro:
“Para garantir uma margem segura de tempo, inventei a história do churrasco, pedindo para que vocês saíssem de casa durante todo o dia. (...) Essa medida fez com que o churrasco de hoje parecesse um grande progresso no que tange a minha condição psíquica, quando na verdade era justamente o contrário”.
“Não houve churrasco, não havia colegas nem guria que eu goste. Peço desculpas pela maneira trapaceira com que arranjei meu suicídio. Peço desculpas também pela maneira assustadora com que a notícia chegará a vocês. Foi a maneira que encontrei de garantir um dia inteiro sozinho a fim de conduzir o procedimento da maneira mais segura”.
“O método que escolhi foi intoxicação por monóxido de carbono, é indolor e preserva o corpo intacto, mas demora, e se a pessoa é resgatada antes de morrer fica com graves lesões cerebrais e torna-se um vegetal”.
“Se conseguirem enxergar além da ótica da paternidade, verão que nada de especial aconteceu no dia de hoje. O mundo continua igual. (...) Espero que não tenha ficado nada pendente”.
Escrevi esse conto baseado numa reportagem da Revista Época (11/02/2008/Edição nº 508), intitulada “Suicídio.com”, abordando o problema de sites que incentivam adolescentes, como o nosso personagem real, a se matar, ajudando-os, inclusive, a escolher o método.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Heróis de Verdade - Parte III
Isso me faz pensar em quão interessante somos nós... Sabemos que tudo o que foi abordado e questionado até aqui faz parte da nossa realidade. Sabemos que tudo isso se tornou mais comum do que desejaríamos. Mas por que precisamos que as pessoas nos mostrem isso? E por que nos esquecemos tão rapidamente da lição?
Acho que a resposta faz parte do desafio proposto: conhecermos e repensarmos nós mesmos.
Boa leitura!

“Será possível colocar a máscara de sensacional de lado e começar a ser mais humano? Como ser mais verdadeiro em meus relacionamentos? Como ser um herói de verdade?
A mudança começa com uma dúvida que se transforma em uma pergunta. A busca das respostas a essa pergunta é a própria caminhada de transformação. Um ser humano sem dúvidas não evolui. O questionamento é o primeiro passo para nos abrirmos para o novo.” [p.120/121/122]
“Precisamos ter claro que nosso estado de espírito é um convite ara que outras pessoas entrem no mesmo estado de espírito.
Ego atrai ego. Alma atrai alma.
Mentiras atraem mentiras.
Verdade atrai verdade.” [p.126]
‘Aprender a se mostrar de verdade a alguém é o primeiro passo para resgatar o poder de ser quem você é. Não tenha vergonha de ser quem você verdadeiramente é. (Mas) apesar de a questão ser “quem eu sou?”, é importante analisar se você não está buscando responder à pergunta “quem eu deveria ser?’”[p.132/136/139]
“Você sabe quais são as pessoas que eu admiro?
Pessoas que sintam frio no inverno e calor no verão...
Que admitam precisar de uma noite de repouso para repor a energia gasta ao longo do dia.
Que façam trabalhos voluntários e ajudem os semelhantes.
Que tenham coragem de pedir ajuda quando se sentirem fragilizadas.
Que saibam chorar no ombro da pessoa amada.
Que saibam ligar para um amigo e falar da tristeza de ter perdido um amor.
E acreditem poder vencer as adversidades com dedicação e trabalho.
(Elas) não têm o objetivo de colecionar dinheiro, mas são ricas de coração.
Não têm o objetivo de colecionar relações sexuais, mas de viver um grande amor.
Não têm o objetivo de ter filhos famosos, mas de amar seus filhos como eles verdadeiramente são.
Têm grandeza de alma e não precisam dos aplausos dos outros” [p.45/46/49]
“Os heróis de verdade estão em paz tanto em um jantar de gala quanto comendo um misto quente no bar da esquina.
Conseguem sentir a presença de Deus ao caminhar na rua ou ao abraçar um amigo.
Vão atrás de suas metas, mas sabem admirar o sucesso dos outros.” [p.130]
“Os heróis de verdade sabem respeitar a diversidade, especialmente a própria...” [p.138]
‘É preciso muita coragem para dizer “dane-se” quando o que está acontecendo tem sentido para os outros, mas não para você!
É preciso muita coragem para seguir o coração.
É preciso muita coragem para entender que a vida é uma grande brincadeira e (...) somos simplesmente aprendizes do jardim-de-infância da escola da vida. [p. 141]
FIM
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Heróis de Verdade - Parte II
HERÓIS DE VERDADE – PARTE II
Primeira Armadilha: Provar que você tem sucesso
Para mostrar o sucesso que não têm, as pessoas começam a mentir. No começo, mentem para os outros, depois mentem para si mesmas. Com o passar do tempo, tornam-se escravas das ilusões que criaram. [p.55/57]
Segunda Armadilha: Você tem de estar feliz o dia inteiro
O que faz a gente ser feliz é viver plenamente a vida, esse maravilhoso movimento cheio de subidas e descidas que, ao intercalar altos e baixos, torna ainda mais especiais os momentos de alegria. Contudo, as pessoas embarcam nessa viagem maluca de parecerem felizes todos os dias e acabam semeando tristeza por todos os lados. A depressão brota em quem se sente inadequado nesse mundo de fogos de artifício. [p.58/59]
Terceira Armadilha: Gente de sucesso compra tudo o que quer
É incrível, mas há muita gente que se endivida apenas para poder adquirir o computador de última geração, a televisão de plasma, o jogo eletrônico da moda. No mundo de hoje, admiro as pessoas que compram as coisas de acordo com suas necessidades, sem desperdícios.
Que sabem curtir o que têm e não usam bens materiais para mostrar que são poderosas.
Que revelam desprendimento de suas conquistas porque sabem que a maior conquista foi a experiência de alcançar seus objetivos.
Que têm certeza de que o importante não é o diploma, mas o conhecimento adquirido durante o curso.
Que sabem que sua maior força não está na conta bancária, e sim em sua capacidade de amar. [p.63]
Quarta Armadilha: fazer as mesmas coisas que as pessoas de sucesso fizeram
A quarta armadilha está no mito de que as pessoas de sucesso têm um jeito único de pensar e que devemos agir exatamente como elas para também ter sucesso em nossas ações.
São infinitos os modelos a seguir! O que as pessoas não percebem, no entanto, é que se optarem por comportamentos formatados pelos outros terão poucas oportunidades de fazer as coisas da maneira como gostariam. [p.66]
CONVITES PARA AS ARMADILHAS:
Exigências para que provemos nossa importância
Antigamente, quando, ao ser apresentada a uma família conservadora, a pessoa tinha que responder a todas essas perguntas:
_Qual é o seu sobrenome? Quem são seus pais? Onde você trabalha?
As cobranças estão maiores do que nunca, só mudaram as perguntas. Mas quando acreditamos que somos importantes por ser quem somos, não precisamos provar nada a ninguém, nem a nós mesmos. Desenvolvemos uma consciência profunda a respeito de nosso valor e não nos deixamos levar pelas cobranças que nos fazem. [p.74]
Orientações de pessoas queridas
Às vezes pessoas que nos amam intensamente dizem o que é melhor para nós e acabam nos desviando do caminho da realização pessoal. [p.76]
Atribuições que nos iludem
Sempre que ouvir opiniões dos outros sobre você, lembre-se de que são apenas a manifestação das idéias deles. Afinal, todos nós temos a tendência de ver o que queremos ver. Não pense que essas opiniões estão corretas nem que, se segui-las, tudo vai dar certo em sua vida. Mesmo que seu pai seja seu herói, você não precisa seguir todos os conselhos dele para ser um herói de verdade [p. 78/79]
Provocações de pessoas maldosas
A cada dia, os convites para agir como super-heróis vêm em forma de um novo desafio:
_ Esse carro é muito caro para você comprar.
_Você é muito filhinha de papai, não vai ter coragem de transar com dois caras ao mesmo tempo.
_ Um caretinha como você não vai ter peito de tomar ecstsy.
_ Duvido que você tenha coragem de levar esse negócio contrabandeado para a Europa!
Uma boa resposta nesses casos é dizer simplesmente:
_ Azar o seu...
Para que dar valor para alguém que não valoriza verdadeiramente você? [p.80/81]
Comparações destrutivas
Comparar é humilhar. É mostrar ao outro que ele é inferior. A comparação sempre leva a pessoa que está sendo comparada a se sentir por baixo e tem a finalidade de fazê-la avançar até o patamar que o outro impõe.
Alguns exemplos:
_Meu ex-namorado sempre me levava para jantar fora.
Na verdade o que ela quer dizer é: “Seu pobre miserável!”
_ Minha “ex” nunca teve problema de peso.
Na verdade o que ele está dizendo é: “Sua gorda horrorosa!”
Diante de comparações assim, há duas alternativas (...). Deixar ao outro o trabalho de comparar e não aceitar o desafio ou procurar mostrar ao outro que você é melhor – o que, ao fazê-lo, sem perceber, você já assinala que é inferior, pois quem quer superar alguém normalmente se sente inferior. [p.82/83]
“Concentre-se em suas vocações e em seus talentos, e não se preocupe em agradar a ninguém. Viver para ser admirado pelos outros cria apenas fracasso e frustração.” [p.85]
Continua...
Para saber mais sobre o autor desse livro e suas obras, acesse www.shinyashiki.com.br
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Heróis de Verdade
Algumas pessoas têm preconceito contra os famosos “auto-ajuda”. Mas me pergunto: Será que elas ao menos procuram lê-los antes de criticar? Como em todos os gêneros da literatura, existem obras boas e obras ruins. Mas só saberemos conhecendo. Se o preconceito sempre for maior do que a sede de conhecimento e o pré-julgamento persistir, talvez seja sinal de medo por se ver forçado a refletir e a reavaliar-se em algum ponto.
Como o objetivo do blog é compartilhar, transcrevo a seguir alguns trechos do livro. Fiz uma espécie de fichamento com as citações que mais me marcaram. O tema é atual e o autor me provocou o raciocínio. Espero que seja um convite para que você também leia a Obra completa. Quando o fizerem, compreenderão melhor a mensagem do livro. Como minha seleção ficou grande, postarei em três partes.
Segue a primeira...
HERÓIS DE VERDADE – PARTE I
“Nunca se viu em toda a história da humanidade, um culto ao ego tão exacerbado como o de hoje. As pessoas desenvolvem a necessidade de fingir que sabem tudo, ganham todas e acertam sempre. Cada vez mais, exige-se que a pessoa mostre o que não é, fale o que não sabe e exiba o que não tem” [p. 13]
“Talvez o maior exemplo de veneração à aparência seja o silicone (...). Nada contra o uso do silicone quando o importante é somente o que está do lado de fora. O problema é que ninguém implanta cultura com silicone. Ninguém melhora a capacidade de amar com silicone. Ninguém adquire carisma com cirurgia plástica. O problema, para as que pessoas que só valorizam as aparências, é que alma não tem silicone.” [p. 150]
“Assumir nossos objetivos exige muita coragem em um mundo que quer definir o que é sucesso.
Assumir nossos sentimentos exige muita coragem em uma sociedade que nos pressiona para sorrir o tempo todo.
Assumir nossos erros exige muita coragem em um mundo que parece feito de pessoas que sempre ganham todas...
Assumir nossa ignorância exige muita humildade nesse mundo de quem sabe tudo.” [p.14]
“Parece que...
Todo mundo é bem sucedido.
Todo mundo fez fortuna com idéias sensacionais.
Todo mundo superou barreiras intransponíveis.
Todo mundo é um exemplo a ser seguido.
Todo mundo ficou famoso de uma hora para outra.
Todo mundo escreve livros perfeitos.
Todo mundo é super.
Todo mundo é o máximo.
Parece que...
Ninguém chora.
Ninguém se emociona fora de hora.
Ninguém fraqueja.
Ninguém comete falhas.
Ninguém dá uma bola fora.
Ninguém está fora do padrão de beleza ideal.
Em um mundo feito de tantos extremos, pessoas normais como você e eu, seres humanos de carne e osso com receios e inseguranças, nos sentimos alienígenas.” [p.22/23]
“Você não é o único que tem inseguranças.
Você não é o único que tem insônia.
Você não é o único que teve uma crise de impotência quando saiu com a mulher de sua vida.
Você não é o único que comete erros (...)
Todo mundo erra, ma faz pose de bacana!”[p.24]
‘Nas entrevistas de emprego, por exemplo, o discurso é praticamente o mesmo. Todo mundo quer parecer perfeito. Se o entrevistador pergunta ao candidato qual é o seu ponto fraco, logo vem a resposta:
_ Ah! Eu sou perfeccionista. Mergulho de cabeça no trabalho e não consigo relaxar enquanto não faço o que tem de ser feito.
É claro que ninguém responderá, de maneira sincera, algo como “sou esquecido” ou “sou desorganizado”. As pessoas respondem apenas o que os empregadores adoram ouvir, mesmo que lá no fundo os dois saibam que tudo não passa de mera encenação. ’ [p.36]
Continua...
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Natal
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Minha vida até aqui foi traqüila se comparo a tudo o que vejo por aí, entretanto, claro, não fiquei isenta dos altos e baixos aos quais todos estamos sujeitos. Na minha opinião, o importante são as coisas que aprendi ao longo da caminhada.
Não acredito que estejamos neste mundo por acaso. Para mim também não faz nenhum sentido pensar que viemos do pó e para o pó retornaremos. Seria muito pouco. Seria nada.
Cresci crendo na imortalidade da alma e no propósito Maior que cada um de nós teria na jornada da evolução individual, como se estivéssemos neste orbe em viagem. Não uma viagem a passeio, mas de aprendizado. Seríamos alunos em graus variados, mas todos em busca do conhecimento e das experiências que nos faltam.
O Mestre de tudo isso é Jesus! Mas Ele é um Mestre especial: É o detentor de todo o conhecimento e o revela por diversos meios aos homens. Por isso é também o Sábio, o Chefe, o Governante, o Educador, o Político, o Cientista, o Filósofo e o Pai, juntamente com seus auxiliares (Espíritos de grande envergadura, Anjos, Santos, missionários, ou os nomes que queiramos dar) mediador dos ensinamentos necessários a nós estudantes: humanidade. Vez por outra precisa ministrar um remédio amargo, mas sabemos como isso é importante para um doente.
Me ensinaram que não precisa ser "religioso" para ser bom ou fazer o bem. Há muitas pessoas com o coração sujo que se escondem atrás das religiões, bem como existem "ateus" que amam tanto o próximo que se tornam exemplos de vida. Isso é o importante para Deus e para a boa convivência, mas, no meu caso, em especial, ter as convicções que tenho e aprender com grandes homens como Paiva Netto, tem feito muita diferença. É bom olhar para trás ou pensar no futuro com a certeza de que tudo tem um por quê, mesmo que ainda não o conheçamos.
Por isso, neste dia que, para mim, mais do que festa ou presentes, é de reflexão, avaliação e renovação, agradeço a minha família querida, aos meus amigos, aos meus guias na Terra e no espaço e a certas pessoas que, como poucas, me conheceram e me aceitaram do jeitinho que sou.
A todos um pensamento do escritor José de Paiva Netto: "Só o Bem justifica a existência humana. Nada de duradouro se constrói afastado do bom senso, que, em profundidade, também significa Amor."
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
A Vitória da Vida
"Pobre de ti se pensas ser vencido!terça-feira, 4 de dezembro de 2007
A você...
domingo, 2 de dezembro de 2007
Como pode?
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Mãos ao alto!!!
_Você ouviu a moça, Kika. Vamos, a gente volta depois. É bom que aproveitamos para conhecer a cidade.
_ Será Glória? Dizem que aqui é tão perigoso...
_ Não seja por isso. Vamos passeando pela rua movimentada, ora!
"Ops! Desculpa... Ai meu Pé!!!! Ouuu!!!! Volta aqui com meu relógio moleque!!!!!!"
_ Acho que a rua movimentada não foi uma boa escolha, né Kika? Vamos pegar uma rua mais tranquila desta vez.
_ Ele já foi Glória???
_ Foi sim, Kika. E foi levando nossos celulares. Acho que a opção pela rua tranquila foi pior...
_ Eu é que não me arrisco mais nas ruas dessa cidade maluca! Vamos pegar um ônibus e voltar!
_ Que moço é esse pulando a roleta???
"Isso é um assalto! Passem as carteiras!!!" - gritou um gordo de óculos escuros.
_ Calma Kika, não chora - confortou Glória - Estamos sem relógio, sem celular, sem carteira, mas já descemos do ônibus e não aconteceu nada conosco. O auditório da conferência está bem ali no outro lado da avenida. É só atravessarmos.
"Entra no carro! Entra no carro!" - ordenou um homem barbudo enquanto empurrava as duas garotas.
_ O que é isso moço? O que está acontecendo? - perguntou Glória assustada.
_ Isso??? Não vai me dizer que as dondocas nunca ouviram falar de seqüestro relâmpago?
Escrevi esse mini conto em outubro (2007) para a disciplina de Comunicação e Literatura. O tema proposto era violência urbana.
Como disse, essa é uma historinha criada por mim, mas sabemos que hoje em dia estamos sujeitos a tudo isso. Quem quiser se precaver, há umas dicas super legais no site http://cyberamelia.uol.com.br/cyberlar/violencia_urbana.htm
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
O Alquimista
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Recordações...
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Asas Partidas
terça-feira, 6 de novembro de 2007
"Corações Sujos"
Ao fechá-lo me perguntei: Quantos fragmentos (importantes!) da história ignoramos? Até tomar conhecimento da obra, eu não imaginava a dimensão das lutas dentro da comunidade japonesa no Brasil ao final da II Guerra Mundial e sei que provavelmente poucas pessoas conhecem ou conhecerão algum dia.
O fato é que as pesquisas feitas pelo Fernando resgataram parte de uma realidade que, embora bem próxima (aqui no Brasil mesmo, em meados do século XX), infelizmente é desconhecida pela maioria de nós.
Você sabia, por exemplo, que o Brasil já teve um campo de Concentração? (Engana-se quem pensa que isso é exclusividade da Alemanha)
Sabia que os japoneses sofreram grandes humilhações, preconceitos e perseguições no Brasil quando nosso país cortou relações com os três países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), sendo seus súditos proibidos de possuirem rádio, carro, dinheiro e até mesmo falar em japonês?
Você sabia que, pela extrema devoção à nação e ao imperador (que segundo a crença é um ser divino, portanto invencível), grande parte da comunidade japonesa se recusou a acreditar na derrota de seu país, criando versões inacreditáveis para o desfecho da guerra?
Pois é... os japoneses que admitiam publicamente a rendição eram chamados de derrotistas e considerados traidores, tendo suas cabeças colocadas a prêmio. Muitos perderam a vida nas mãos de seus compatriotas. Na época, instalou-se em nosso país uma disputa civil que terminou com um saldo de 23 derrotistas mortos, 147 feridos, 31 mil pessoas presas, 381 denunciadas e 80 expulsas do Brasil.
A reunião desses registros foi resultado de uma grande reportagem, mas imaginem quantas histórias ainda por desvendar?! Quantas versões a se questionar?! Quantos fatos esperando por apuração e divulgação?! Não pense que é o único a conhecer apenas míseras frações da realidade. De certa forma somos condicionados a isso... As escolas se conformam em transmitir o superficial, comentando, por exemplo, situações vividas lá fora, sem, entretanto, aterem-se a detalhes importantes para nossa pátria.
Eu, sinceramente, acredito que essa situação pode mudar. Existem pessoas que lutam por isso... façamos nós, também, a nossa parte.
Quem se interessar pela cultura e pela trajetória dos imigrantes japoneses no Brasil deve ler o livro ao qual me refiro. É de fácil compreensão, traz muitas fotos e documentos históricos e é fácil de encontrar... Bibliotecas públicas, por exemplo, normalmente possuem mais de um exemplar.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Para refletir no "Dia dos Mortos"...
Legítimos defuntos, na ignorância
